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Rainha de bateria é contra protestos políticos nos desfiles

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Por Daniela Pessoa - Atualizado em 24 jan 2018, 10h51 - Publicado em 19 jan 2018, 20h15
Bianca Monteiro, rainha de bateria da Portela
Fabio Guimarães/Agência O Globo

Rainha de bateria da Portela desde 2017, Bianca Monteiro ganhou a alcunha de “pé-quente” no barracão. É que em sua estreia à frente da bateria a escola rompeu o jejum de 33 anos e ganhou o título de campeã. Neste Carnaval, a ex-passista de 29 anos, nascida em Madureira, quer repetir a dose e fazer jus ao apelido dado por Monarco, da velha guarda da agremiação. “Estudei até danças típicas, como o frevo, a quadrilha e o forró, para tentar me diferenciar”, conta. Por trás do sorriso, ela não esconde, no entanto, a decepção com a prefeitura, que cortou a verba dos desfiles. “Carnaval não é oba-oba, a gente vive disso. É um desrespeito com os trabalhadores o prefeito nem sequer aparecer no Sambódromo. Se ele age por intolerância religiosa eu não sei, mas é fato que retrocedemos”, diz Bianca, que é espírita. Ainda assim, ela não é a favor de manifestações na avenida. “Brigar não resolve nada. A gente tem que sentar e conversar. Depois, votar melhor”.

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