Marcelo Hodge Crivella fala sobre o pai, política e autoajuda

Leia na coluna Beira-mar da semana

Pré-candidato do PRB a deputado federal, Marcelo Hodge Crivella, filho do prefeito da cidade, é afeito a doses diárias de autoajuda. Tanto que suas redes sociais são repletas de dizeres motivacionais, como “O sucesso não é um destino. É uma jornada”. Ou “Conte suas bênçãos. Não seus problemas”. Fã de psicologia, sua primeira formação universitária, e de coaching (ele já fez alguns treinamentos), Marcelinho vai lançar ainda neste mês o livro Mente Nova, Vida Nova, o que já lhe rendeu convites para sete palestras. Ele falou a VEJA RIO.

De onde vêm suas pílulas de sabedoria? Sou um colecionador de frases inspiradoras, porque existe uma tendência natural do ser humano de pender para a negatividade. Procuro me esforçar para manter a mente otimista. Meus livros de cabeceira são Criatividade S.A. e Hipercrescimento.

Tem algum mantra? Repito sempre para mim mesmo: “Uma mente positiva não é capaz de tudo, mas torna as coisas mais fáceis”. Os vinte primeiros minutos do dia são sagrados. É nesse período que o cérebro define o humor do dia. Lá em casa, é proibido mexer no celular logo depois de acordar.

No fim do ano, você encorajou seus seguidores a criar um plano de metas. Quais são as suas? Sim, minha esposa e eu finalizamos 2017 avaliando e estabelecendo novos objetivos: quantas vezes iremos à academia, quanto queremos pesar até o fim do ano, quantos livros vamos ler. Para o Rio, quero trazer uma edição da maior feira de startups do mundo. A última foi na Finlândia. Desejo fortalecer nosso ecossistema de empreendedores.

Mas nenhum político costuma cumprir muitas metas… A meta define o rumo que você vai tomar. Como chegar lá depende de vários fatores. Muitas empresas no Brasil não alcançaram suas metas nos últimos anos por causa da crise no país, por exemplo.

As críticas feitas a seu pai o incomodam? Claro que me afetam, mas a prefeitura já teve muitas conquistas no primeiro ano. É que o Crivella não sabe comunicá-las. Ele poderia fazer um trabalho melhor nesse sentido. Além disso, herdamos uma dívida de 10 bilhões de reais dos Jogos Olímpicos, então o jeito foi promover cortes. E ninguém gosta de cortes, inclusive os vereadores. Sem o apoio da Câmara, o prefeito não consegue governar.

Muitos acreditam que ele está fazendo mais pela Igreja Universal do que pelo Rio… Ele nunca misturou as coisas. Nem na prefeitura do Rio nem quando estava no Senado ou no Ministério da Pesca.

Tem medo de que a religião o torne uma figura caricata? A imagem de crente fanático não condiz com quem eu sou. Não tenho como tirar Deus da minha vida nem acho que acreditar em Deus é a solução para tudo. A gente precisa agir. Isso envolve muito preparo, não apenas oração. A Bíblia é muito condizente com isso: ela incentiva a buscar sempre seu melhor.

Quem você apoia para governador do Rio e para presidente do país? Quem tem o melhor discurso e está mais preparado para encarar o desafio de governar um estado com tantos problemas na área de segurança é o Índio da Costa. Para presidente, torço muito pelo João Doria.

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