Jornalista Hildegard Angel deleta post após causar polêmica ao sugerir cobrança de ingresso nas praias da Zona Sul e redução de transportes vindos da Zona Norte para brecar arrastões

Filha da estilista Zuzu Angel e irmã do ex-militante político Stuart Angel Jones, a jornalista e ex-atriz Hildegard Angel, que mantém um blog pessoal, está gerando uma inflamada polêmica nas redes sociais. O burburinho começou depois que Hilde publicou, nesta terça (13), um texto em que propõe medidas antidemocráticas para “reprimir as hordas e hordas de […]

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A jornalista Hildegard Angel: polêmica nas redes sociais ao propor medidas como a cobrança de ingresso nas praias da Zona Sul carioca

Filha da estilista Zuzu Angel e irmã do ex-militante político Stuart Angel Jones, a jornalista e ex-atriz Hildegard Angel, que mantém um blog pessoal, está gerando uma inflamada polêmica nas redes sociais. O burburinho começou depois que Hilde publicou, nesta terça (13), um texto em que propõe medidas antidemocráticas para “reprimir as hordas e hordas de jovens assaltantes e arruaceiros [da Zona Norte] que geram intranquilidade atacando cariocas e turistas nesses arrastões do verão no Rio de Janeiro” (leia o texto, na íntegra, abaixo. A autora tirou o post do ar, e escreveu no lugar “Acabou-se o que era doce, a vitrine cansou de levar pedrada por hoje…”).

Embora confesse que as ideias dadas por ela própria, como cobrar entrada nas praias da Zona Sul, são antipáticas e discriminatórias, a jornalista defende que se trata do único jeito de brecar o caos causado pela superlotação nas areias cariocas. Os internautas não perdoaram. “Cala a boca, Hildegard!”, esbravejou um. Veja outros comentários:

“Existem sim problemas graves de segurança e ordem pública. Um deles é dar voz a gente como essa senhora, cujo bom senso parece ter se esvaído com a idade”.

“Cobrar pra entrar na praia… (gargalhei aqui). A quantidade de coxinha que vai se mudar do Leblon e Ipanema após a chegada do metrô hein…chega logo metrô!!!”

“E ninguém falou pra essa senhora que a Zona Sul é repleta de morros? O pessoal do arrastão é daí mesmo”

“Sacada genial: cobrar ingresso pra praia e depois criar o bolsa-praia: ingresso + cadeira + limão + biscoito globo!”

“Não esquecer de reduzir a entrada de gente diferenciada em Miami, NY, Londres e Paris para coibir o caos”.

“Vc vai propor a criação de piscinões em todos os bairros?”

E teve até quem concordasse…

“Praia = grande aglomeração, então tem que restringir o número de pessoas e fazer revista em tipos suspeitos… e os moradores locais deveriam ter prioridade… afinal pagam o IPTU mais caro!”

A seguir, o texto de Hildegard na íntegra:

“O caos já se instalou no Rio, o poder público precisa coragem para agir à altura dele!

Certamente por maior que seja nosso efetivo policial, ele jamais será grande o suficiente para reprimir as hordas e hordas de jovens assaltantes e arruaceiros, que geram intranquilidade atacando cariocas e turistas nesses arrastões do verão no Rio de Janeiro.

É uma crise grave. O poder público não pode nem deve ser titubeante. Há momentos em que ele precisa ser enérgico e corajoso o suficiente para tomar medidas necessárias que desagradem. A população não pode estar sujeita ao medo, à violência, ao vandalismo desenfreados. Há ações que necessitam ser implementadas. Certamente os especialistas sabem quais são, mas sugerir não ofende.

1 – Em tais dias de grande concentração de pessoas nas ruas e praias, nos fins de semana e feriados do verão, diminuir drasticamente a circulação das linhas de ônibus e de Metro no fluxo Zona Norte – Zona Sul, estimulando o aumento do fluxo Zona Norte – Zona Oeste, para haver uma distribuição mais equilibrada da população das praias. Barra, Recreio, São Conrado têm praias imensas, lindas. Modo de evitar concentrações opressivas.

2 – Caso essa providência não alcance resultado, partir para um plano B radical: cobrar entrada nas praias de Leme, Copacabana, Ipanema, Leblon. Isso pode soar com estranheza para os cariocas, que sempre tiveram a praia gratuita, mas no exterior é a normalidade. Preços módicos, naturalmente.

As medidas são antipáticas e discriminatórias, concordo. Mas ou é isso ou será o caos. Ou melhor, o caos já é. Daí pra pior”.

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