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Aguinaldo Silva fala sobre violência e ameaças, prestes a lançar livro com bastidores de suas reportagens policiais

Um dos maiores dramaturgos do país, com novelas como Roque Santeiro, Vale Tudo e Tieta, Aguinaldo Silva tem uma faceta pouco conhecida de repórter policial, que será revelada em livro. Jornalista com passagem por veículos como Última Hora, Jornal do Brasil e O Globo, ele vai contar os bastidores de suas reportagens na década de […]

Por Daniela Pessoa - Atualizado em 25 fev 2017, 17h28 - Publicado em 18 jun 2016, 01h02
Perfil - Sem meias palavras

Aguinaldo Silva: bastidores de reportagens policiais (Foto: Fernando Lemos)

Um dos maiores dramaturgos do país, com novelas como Roque Santeiro, Vale Tudo e Tieta, Aguinaldo Silva tem uma faceta pouco conhecida de repórter policial, que será revelada em livro. Jornalista com passagem por veículos como Última Hora, Jornal do Brasil e O Globo, ele vai contar os bastidores de suas reportagens na década de 70 em Turno da Noite, com lançamento em julho. “Vai dar polêmica. Há pessoas sobre quem escrevi que estão vivas e vão se sentir incomodadas.” Ele falou sobre algumas aventuras.

Sofreu muitas ameaças naquela época? Os bandidos eram diferentes, escreviam cartas para os jornais com justificativas românticas para seus crimes. Os de hoje não sabem nem escrever. Fui ameaçado por um policial, o Mariel Mariscot, do grupo Homens de Ouro. Logo depois, ele apareceu morto, mas não tive nada a ver com isso (risos).

Gostaria de cobrir a Operação Lava-­Jato? Cruzes! Os políticos são até mais bandidos. Política nunca me interessou, apenas acompanho o noticiário. Mas gostaria de ter feito a cobertura do estupro da menina no Rio, que até hoje não foi esclarecido, e do caso Suzane Richthofen.

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Como você avalia a violência no Rio ontem e hoje? A violência na década de 70 nunca foi contida, como muitos preferem pensar, e hoje virou guerra civil. Fingimos estar na Cidade Maravilhosa, mas isso aqui é Bagdá.

As situações que você viveu inspiraram tramas na televisão? Nem precisei fazer pesquisa para o prólogo de Senhora do Destino, porque eu já havia sido preso. Passei setenta dias na Ilha das Flores na época do AI-5, junto com um cara que assaltava bancos. Só não sofri tortura porque a revista VEJA deu uma capa naquela semana denunciando maus-tratos a prisioneiros na ditadura e me salvou (risos).

Com tantas lembranças vindo à tona, sua próxima novela das 9 será policial? Não. Com essa história de Game of Thrones fazendo sucesso, decidi voltar ao mundo da fantasia. As pessoas querem fugir um pouco da realidade, e vou proporcionar isso.

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