Clique e assine por apenas 4,90/mês
Barbara Burgos Por Barbara Burgos, astróloga

A Jornada do Herói – das sombras à luz

Como uma narrativa pode explicar o momento psicológico vivido por milhões de pessoas que, mais adiante, terão o conforto de ver que do caos se faz clareza

Por Barbara Burgos - Atualizado em 13 jul 2020, 13h21 - Publicado em 11 jul 2020, 15h40

A Jornada do Herói é um tipo de narrativa usada na criação tanto de mitos arquétipos, quanto para narrativas de processos literários, roteiros cinematográficos e processos psicológicos. Aqui vamos falar dos processos psicológicos já que o intuito aqui é explicar a jornada de um ponto de vista terapêutico, baseado em trânsitos astrológicos específicos.

Psicologicamente, a jornada do herói pode ser vista como um momento de crise, de quebra com o seu próprio eu, o seu ego e aquilo que sobra ou aquilo que acorda no ser humano no final desse processo. Ela normalmente começa como um convite a alguma coisa que é desconhecida, que causa medo e muito desconforto. Frequentemente, nós relutamos contra aquilo, até que a situação vai se tornando tão insuportável que a pessoa decide, seja por conta própria ou seja por manifestações externas, embarcar nessa jornada, que nada mais é que você descer ao submundo, que no processo psicológico é nosso inconsciente e subconsciente, que nos convida a olhar as sombras, olhar nosso lado que nem sempre estamos a fim de ver, que é o lado dos nossos defeitos, dos nossos fantasmas, medos e das nossas vergonhas. É realmente uma descida para o inferno, mas é nesse inferno que se encontra forças. Muitas vezes as pessoas se sentem afrontadas, sentem que cada dia é uma batalha durante esse período, que, em tempo astrológico, dura de 2 anos e meio a 3 anos. E, aqui, faço um paralelo aos processos de Plutão, principalmente Plutão/Sol e Plutão/Lua.
Plutão, desde que ingressou em Capricórnio em 2008, está afligindo os signos cardinais, quais sejam: Áries, Libra, Capricórnio e Câncer, e no presente, nativos destes signos nascidos entre os dias 15 e 18 de qualquer ano. Então, essas pessoas estão passando pela Jornada do Herói, indo ao fundo do poço e descobrindo sua própria força através do seu próprio desconforto interno, que é insuportável, ou manifestações externas, que estão levando-as a descobrirem sua própria força. Porém, quase sempre se tem dentro dessa jornada alguém ou algo que aparenta ser seu inimigo, te provoca, te irrita, te tira do eixo e você sente que é uma “batalha” a ser vencida.

Durante essa jornada você encontra sua real força, seu real poder, seja em uma queda de braço com o seu ego ou o ego do próximo, seja do total empoderamento ou ainda, da total ausência de poder, a fraqueza, a glória ou a escassez, são coisas que podem acontecer e são dois extremos que se intercalam ao longo da jornada. E então você vivência estágios de euforia e estágios de depressão. Você conta com a ajuda de pessoas que você nunca imaginou, ao mesmo tempo que você passa por desilusões com outras pessoas, mas, no final das contas, você tem uma revelação. Como se você chegasse a um ponto de desconforto em que você se rende àquilo e fala: “eu não aguento mais”. No momento em que você se rende, o importante é não se entregar mas sim fluir, seguir com o fluxo e parar de resistir às mudanças que estão precisando acontecer.

E, nesse momento que você flui, você se liberta. Aí é que você vê seu real poder, sua real força, e daí em diante é uma reconstrução do novo eu, do que sai desse processo “lagarto x borboleta”. É uma saída do casulo que não acontece sem dor, é um processo doloroso, de profundo autoconhecimento, mas é um processo que a pessoa nunca mais esquece e que reflete profundamente em suas atitudes e escolhas futuras, uma vez que já sabe do que é capaz de dar conta, com o que é capaz de lutar e onde mora a sua verdadeira força essencial.

Publicidade