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Madureira menos cinza e mais ameno

Um dos bairros mais simbólicos da zona norte está passando por uma profunda remodelação Acima, a simulação de como ficará o Parque de Madureira: será o 3º maior parque da cidade, perdendo apenas para o Parque do Flamengo e a Quinta da Boa Vista. Se nesse verão uma simples caminhada por bairros frescos, à beira […]

Por Pedro Paulo Bastos Atualizado em 25 fev 2017, 19h28 - Publicado em 9 fev 2012, 00h45

Um dos bairros mais simbólicos da zona norte está passando por uma profunda remodelação


Acima, a simulação de como ficará o Parque de Madureira: será o 3º maior parque da cidade, perdendo apenas para o Parque do Flamengo e a Quinta da Boa Vista.

Se nesse verão uma simples caminhada por bairros frescos, à beira da orla, já está insuportavelmente calorenta, experimente então embrenhar-se por regiões mais continentais ao norte carioca. O primeiro local que vem à cabeça como “lugar quente” é Bangu, na zona oeste, já cientificamente (e popularmente) comprovado como, de fato, quente. Porém, outro bairro mais ou menos nas proximidades também conquista o troféu de altas temperaturas com pouca vegetação. Madureira, berço do samba, área de comércio intenso, tem uma das taxas de urbanização mais altas, a de 99,93%, de acordo com matéria do Globo Online de 2010. O aspecto cinza de lá também contribui para que a sensação térmica não seja a das mais refrescantes. Todavia, temos mudanças à vista.

Está previsto ainda para 2012 – se o cronograma das obras não atrasar – a inauguração do Parque de Madureira. Vai ficar num terreno de 113 mil metros quadrados ao longo da Rua Conselheiro Galvão, por onde passa uma das linhas ferroviárias que cruza o subúrbio. Esse mesmo espaço era ocupado até então por uma pequena favela e por torres que sustentavam algumas linhas de transmissão da Light. Para maiores detalhamentos geográficos, o Parque de Madureira vai se espalhar, também, desde as proximidades do famoso Viaduto Negrão de Lima até a Rua Bernardino Andrade, já nos arredores do viaduto da Avenida dos Italianos. A vizinhança com as quadras da Portela e do Império Serrano também promete influenciar na estrutura do parque.


O detalhamento do projeto, que irá mudar consideravelmente a região de Madureira: a favela removida seria reassentada em área apropriada, junto ao parque.

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Quiosques, quadras poliesportivas, deques de madeira, lagos, chafarizes, pista de skate, biblioteca, equipamentos de musculação, calçada da fama, heliporto… Eu poderia continuar enumerando todo o mobiliário que vai fazer parte do parque, mas ficaria um pouco cansativo. Acho que as imagens e o vídeo no Youtube já são autoexplicativas: é um projeto audacioso que remodelará profundamente a paisagem de Madureira, estagnada há anos, entregue à degradação urbana. Sem dúvida, um presente para os moradores, que nem sempre são agraciados  por boas conquistas perante a Prefeitura. Agora o grande barato mesmo ficará por conta da vegetação implantada, que poderá diminuir em até 5 graus centígrados a temperatura da região. Serão 21 500 metros quadrados de grama, 432 árvores e 194 palmeiras.

Em tempo: do outro lado do bairro, as obras da Transcarioca já estão modificando a paisagem da Rua Domingos Lopes. Grande parte dos imóveis foi desapropriada para a construção de um dos mergulhões do corredor viário sob o Largo do Campinho, sem mencionar a duplicação do Viaduto Negrão de Lima. De negativo, por enquanto, só o trânsito, que ficou caótico por motivos compreensíveis, embora esteja sendo muito mal administrado pelos controladores de tráfego.


Vista aérea do futuro parque, junto à linha ferroviária. A foto é de Luis Alvarenga, do jornal Extra.

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