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Teresa Cristina: ‘Aquelas notas ferem mais que bala perdida’

Portelense de coração, a sambista comenta sobre o resultado das escolas de samba do grupo especial e os enredos políticos

Por Carolina Barbosa Atualizado em 1 mar 2020, 02h17 - Publicado em 1 mar 2020, 02h14

No Camarote Arara na Avenida por VEJA RIO para assistir ao desfile das campeãs, neste sábado (29), a sambista Teresa Cristina, portelense de coração, comentou sobre o resultado do Carnaval do Grupo Especial deste ano. “Tenho tanta coisa para falar que é melhor eu não dizer nada. Foi muito injusto (a Portela não está entre as seis primeiras colocadas), já sabia que o resultado seria muito polêmico, mas nunca passou pela minha cabeça que não estaríamos no desfile das campeãs. O título da Viradouro foi incontestável, uma perfeição que não vi nem na Portela, minha escola do coração, mas ela merecia ao menos estar entre as melhores”, desabafou.

“Aqueles décimos (das notas da apuração) que eles tiram (os jurados) ferem mais que bala perdida. Num tem critério. Os carnaval é fruto de muita dedicação. E a quarta-feira é muito fria. Tiraram ponto da Portela na evolução e ela ganhou nota máxima em harmonia. A escola passeou na Avenida. Realmente não entendo o critério dos jurados. O que a São Clemente fez, de trazer a crítica social, o espírito jocoso, ela merecia estar nas campeãs”, completou a cantora: “Vejo muita gente equivocada dizendo que samba não pode ser misturado à política. Pelo contrário. O samba só existe por causa da política. Acredito que em 2021 mais escolas vão ter enredos críticos”.

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