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“Eu era totalmente leiga”, diz Giovanna Nader sobre riscos dos agrotóxicos

Em conversa com a VEJA Rio, atriz e ativista falou sobre a produção do podcast 'O Veneno Mora ao Lado', que aborda o perigo dessas substâncias

Por Luiza Maia Atualizado em 13 jul 2022, 21h36 - Publicado em 15 jul 2022, 08h00
Giovanna Nader
Marcinha Lima/Divulgação

O assunto não é fácil de digerir. Trazendo verdades amargas, mas urgentes, sobre o uso dos agrotóxicos, o podcast ‘O Veneno Mora ao Lado’ pode estragar uma refeição. O programa, que chegou ao sexto lugar entre os mais ouvidos do Spotify, é narrado por Giovanna Nader, que falou a VEJA RIO dias antes de dar à luz a segunda filha — ela também é mãe de Marieta, 4 anos, fruto do casamento com o humorista Gregorio Duvivier.

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Quando o agro é pop? Quando é agroecológico. Todas essas características que vêm com o agro tradicional, como os latifúndios, a monocultura, o desmatamento, o trabalho escravo, nada disso é pop.

Como foi a experiência durante a gravação do podcast? Entrevistamos mais de 25 organizações e pessoas que atuam nessa causa. Foi marcante a viagem a Campina Grande, na Paraíba, onde há muitas fazendas monocultoras e também uma resistência muito forte de mulheres agroecológicas. Falamos também com uma mulher que teve o diagnóstico de câncer confirmado por causa de agrotóxico.

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O que mais a impactou? Eu era totalmente leiga, a ponto de achar que se eu descascasse a cebola duas vezes eu estaria me protegendo das substâncias tóxicas. Não sabia que uma em cada quatro cidades do Brasil tem água contaminada. E a maior descoberta foi que, sem o agrotóxico, cai monocultura, latifúndio, diminui drasticamente o desmatamento… Porque ele é um pilar desses problemas.

Tem vontade de fazer uma segunda temporada? Sim, nesse caso nossa ideia é falar de soluções, já que focamos nos problemas na primeira. Seria muito informativo e interessante mostrar pessoas que possuem sabedorias ancestrais.

Quando essa consciência alimentar se acentuou? Quando eu virei mãe e entendi que o futuro da minha filha estava comprometido. Naquela época eu parei de consumir alimentos que não fossem agroecológicos. É claro que eu falo de um lugar de privilégio, onde eu tenho o poder de escolha, mas assim eu ajudo uma cadeia que quero ver crescer.

Como as questões ambientais a afetam como mãe? A pergunta que eu mais escutei na gravidez foi: “Como você tem coragem de engravidar neste mundo?”. Minhas filhas vão viver em uma realidade muito mais hostil, eu sei. Mas, por outro lado, a maternidade é o que me motiva. São muitas as tragédias, mas também vemos uma corrente muito forte de mudanças acontecendo.

Qual o lado bom e ruim da vida materna? É uma função muito cansativa e que exige muita dedicação e altruísmo, mas eu me tornei muito menos egoísta. Ser mãe é uma viagem muito louca de autoconhecimento.

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