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Cristiane Brasil: mesmo atrás das grades, ex-deputada registra candidatura

Presa por acusação de corrupção, ela terá o ex-presidente do Teatro Municipal, Fernando Bicudo, como vice; "Estão sendo injustos com a Cris", diz

Por Cleo Guimarães - 18 set 2020, 17h02

É tanta a certeza de que a ex-deputada federal Cristiane Brasil (PTB) será liberada em breve da prisão preventiva, que seus advogados e a direção do partido decidiram protocolar no Tribunal Regional Eleitoral o registro de sua candidatura à disputa pela prefeitura. Presa preventivamente por suposta participação em um esquema de corrupção que teria desviado R$ 30 milhões na prefeitura e no governo do estado, Cristiane está encarcerada desde a última sexta (11) – e não tem prazo para sair do presídio.

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Também filiado ao PTB, Fernando Bicudo, ex-presidente do Teatro Municipal e ex-diretor-artístico da Orquestra Sinfônica Brasileira, é o vice na chapa. “A Cris queria uma coligação de centro-direita e me chamou”, contou Bicudo a VEJA RIO. Economista por formação, ele conta que se filiou ao partido há mais de dez anos, a convite do pai de Cristiane, Roberto Jefferson, “que, aliás, é um excelente barítono”. Fernando se apresenta como afilhado político de Darcy Ribeiro e afirma ser contra o comunismo. “O Brasil não pode virar uma Venezuela”.

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A candidatura de Cristiane Brasil não pode ser barrada pela Lei da Ficha Limpa porque ela não foi condenada em segunda instância. Antes de se apresentar à polícia, a ex-deputada postou um vídeo em suas redes sociais no qual se dizia vítima de perseguição política. “E é mesmo”, diz Bicudo. “Não tem sentido essa prisão da Cris. Estão sendo injustos com ela”.

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