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Lockdown: ‘Teremos saques se todos correrem para o mercado’

Presidente da Associação de Supermercados do Estado do Rio, Fábio Queiróz aconselhou o governo a não aumentar restrições em caso de isolamento mais severo

Por Cleo Guimarães - 8 Maio 2020, 15h15

Com a iminência da instituição do lockdown no Rio (por decreto estadual ou por decisão da Justiça), as redes sociais já começaram a refletir uma preocupação da população. E os supermercados? Vão sofrer restrições de funcionamento? É possível que haja desabastecimento de alimentos? 

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Presidente da Associação de Supermercados do Estado do Rio, Fábio Queiróz afirma categoricamente que novas regras de funcionamento nesta área não serão necessárias, caso o lockdown se confirme no Rio. Para ele, mais do que inúteis, elas teriam impacto extremamente negativo. “Os outros países que adotaram a restrição à entrada de um certo número de pessoas não eram locais com a densidade demográfica que temos aqui. O Rio é outra realidade”. Para Fábio, limitar o acesso da população aos supermercados pode ter um efeito colateral sério.

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“Isso pode gerar longas filas, e, consequentemente, a superestocagem de alimentos e saques“. Fábio afirma que as medidas adotadas até agora (maior distanciamento entre clientes, instalação de barreira entre o caixa e o consumidor, higienização de carrinhos e uso de álcool gel por todos que estiverem dentro da loja), vêm tendo resultado “extremamente positivo”. Por isso, ele aconselhou as autoridades a não endurecerem as medidas de isolamento dos supermercados. “Não faz sentido esse tipo de coisa aqui no Rio.”

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