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Coronavírus: conheça o Corona Funk, representante do ‘funk orientação’

Cantado no ritmo 150 BPM, subgênero nascido nas favelas do Rio, música foi criada para 'passar a visão' da pandemia aos moradores das comunidades

Por Cleo Guimarães - 20 mar 2020, 16h48

O funk, que tanto incomoda a secretária de Cultura Regina Duarte (ela chegou a cogitar criar um “evento família” ao lado de cada baile), pode estar ajudando a disseminar preciosas informações sobre a prevenção do coronavírus para a população. Morador da Cruzada São Sebastião, no Leblon, e um dos integrantes do coletivo Heavy Baile, Marcelo Valentim, o MC Tchelinho, compôs um “batidão” com versos de conscientização sobre a pandemia do Covid-19, e orientações sobre higiene e a importância da quarentena: “Corona tá na pista / eu vou ficar em casa / se liga aí os irmãos / e as minas da quebrada”, começa Tchelinho. “Devemos lavar a mão / álcool em gel é a parada / se espirrar tampa com o braço / e não põe na cara”.

Cantado no ritmo 150 BPM, subgênero nascido nas favelas do Rio, a música foi criada para “passar a visão” da pandemia aos moradores das comunidades. “Ela é bem direcionada para o povo da favela, para o gueto, sei que estou falando direto com o meu povo”, disse o MC a VEJA RIO. Ainda não há casos registrados de coronoavírus em favelas, mas para o músico, quando isso acontecer “vai ser um Deus nos acuda”: “A favela já é aglomerada por natureza, não tem para onde correr”, diz. “Quero ajudar a salvar vidas. cada um luta com as suas armas. A minha é essa”.

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