Nelson Queiroz Tanure, da Prio, é o Carioca do Ano nos negócios
O executivo transformou uma desacreditada produtora de óleo e gás em uma potência que neste ano investiu 30 milhões de reais em cultura e no social

Criado entre Rio, Nova York e Boston, Nelson Queiroz Tanure se lembra bem dos tempos em que Manhattan era considerada perigosa, na virada dos anos 1980 para os 1990. Foi após investimento maciço em inteligência policial, combate ao tráfico de drogas e diminuição do desemprego que a metrópole conseguiu escapar desses tempos menos reluzentes.
O chairman da Prio, maior empresa independente de óleo e gás do Brasil, almeja um futuro parecido para a Cidade Maravilhosa e tenta implementar, na companhia que comanda, o que considera ideal. “Acredito que um bom líder faz tudo entrar nos eixos”, repisa o administrador de empresas de 39 anos, responsável por transformar a desacreditada produtora de petróleo e gás natural HRT em uma potência.
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Com cerca de 800 funcionários e 2 000 terceirizados, a Prio, que também chegou a se chamar PetroRio, opera atualmente em quatro campos petrolíferos no Rio e no Espírito Santo e planeja elevar a produção diária de barris em 40% nos próximos anos, sob o impulso da aquisição de parte do campo de Peregrino, perto de Cabo Frio.
Filho do empresário baiano Nelson Tanure (acionista da própria Prio e de empresas de diferentes ramos, a exemplo da TIM Brasil, Light e Gafisa), este carioca aprendeu, desde os primórdios da carreira, a recuperar negócios de variados tipos e tamanhos. “Grandes histórias têm pequenos começos. Faço questão de me cercar dos melhores profissionais e confio 100% na minha equipe”, afirma o chairman da companhia que, em 2024, investiu mais de 30 milhões de reais em projetos sociais, como o Favela Brass, e culturais, a exemplo do Festival de Inverno e do Teatro I Love Prio, no Jockey.
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“Se a empresa vai bem, nada mais natural que devolver o nosso sucesso à cidade, impactando o maior número de pessoas”, explica. Morador de São Conrado, ele cultiva hábitos como jogar basquete na Lagoa, pedalar até a Mesa do Imperador, na Vista Chinesa, saborear os clássicos do Guimas e jogar conversa fora no Baixo Gávea. “Também adoro ler notícias boas sobre o Rio”, conta. Ele trabalha por elas.