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Carioca Nota 10: Lucas Chumbo, surfista que resgatou vítimas no RS

Equipe formada por mais onze amigos, dentre eles Pedro Scooby, realizou mais de 1 000 resgates, entre pessoas, cavalos, cachorros e gatos

Por Renata Magalhães
21 jun 2024, 06h00

O surfista de ondas gigantes Lucas Chumbo não pôde estar presente no dia do aniversário de 2 anos de sua primeira filha, Maitê, no início de maio. Doeu não poder comparecer, mas o motivo foi nobre: ele estava empenhado em resgatar vítimas das chuvas que devastaram o Rio Grande do Sul, atingindo 474 municípios e desalojando mais de meio milhão de pessoas. Acostumado a pilotar jet skis em mares mundo afora, o atleta percebeu que seu conhecimento poderia ser útil para vencer a força das águas que transformaram ruas em rios por todo o estado.

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Junto à equipe formada por mais onze amigos, dentre eles o também surfista Pedro Scooby, Chumbo partiu em uma jornada para salvar vidas. “Nunca tinha visto uma cena daquelas, nem em filmes. O volume das enchentes era sobrenatural”, relata o surfista de 28 anos, que estreou em competições ainda criança, em Saquarema, onde nasceu. A primeira missão agora foi em Eldorado do Sul, local mais impactado pelas cheias, onde muitos salvamentos logo foram realizados. “Era isso que nos fazia continuar em meio à situação mais agonizante e amedrontadora que todos ali já tinham vivido”, conta.

“Acordava de noite achando que tinha lama na minha cama e que os meus pés estavam afundando na água”

Foram mais de 1 000 resgates conduzidos pelo grupo, entre pessoas, cavalos, cachorros, gatos e o que mais encontrassem pelo caminho. O impacto da ação dessa turma ainda foi além: seus vídeos viralizaram e mobilizaram gente por todo o Brasil. “Demorou muito até que os jornais mostrassem a realidade. Até hoje não saiu tudo o que realmente aconteceu”, lamenta Chumbo, responsável por conseguir, ao lado dos colegas, uma doação de 300 toneladas de mantimentos já nos primeiros dias. As imagens do que heroicamente ele vivia durante o dia lhe voltavam à cabeça em noites de sono turbulentas. “Acordava achando que tinha lama na minha cama e que os meus pés estavam afundando na água. Custou para me recuperar”, diz.

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O momento que mais o marcou foi o resgate de uma grávida e toda a sua família. Pai também de um bebê, Zyon, o surfista se lançou às águas obstinado a resgatar o maior número de crianças possível. “Voltei dando valor a coisas às quais nem prestava atenção”, reconhece. Após intensos seis dias, os surfistas viriam a se reencontrar em uma festinha para comemorar, enfim juntos, o aniversário de Maitê. “Tenho certeza de que, quando ela entender, vai me perdoar pela ausência”, diz. E certamente vai agradecer, como tantos brasileiros.

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