Caetano Veloso na ABL? Quem são os candidatos à vaga de Cacá Diegues

Miriam Leitão, Ana Maria Gonçalves, Margareth Dalcolmo e Alberto Mussa são alguns dos outros nomes vistos com bons olhos pelos integrantes da instituição

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
18 fev 2025, 17h51
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Caetano Veloso: com elogiados livros publicados, cantor e compositor é um desejo antigo da ABL (Cia das Letras/Divulgação)
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Com a morte de Cacá Diegues, na última sexta (14), a cadeira de número 7 da Academia Brasileira de Letras (ABL), ocupada pelo cineasta, ficou vaga, dando origem a comentários sobre os candidatos a ingressar na instituição.

Segundo o site F5, a ABL gostaria muito que Caetano Veloso se candidatasse. Ele, porém, já foi sondado no passado e se recusou. O cantor e compositor disse que não conseguia se ver “lá dentro”, apesar de admirar a instituição. De acordo com um integrante, a sensação na instituição é a de um “amor unilateral”.

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 Miriam Leitão, é considerada uma possibilidade “muito interessante” pela casa, segundo um dos acadêmicos ouvidos pelo F5, demonstra simpatia pela ideia. Atualmente, a academia tem como presidente o também jornalista Merval Pereira, colega de Miriam no Grupo Globo.

A jornalista mineira diz que se sente honrada por ter sido lembrada. “Quem não se sentiria? A Academia é uma grande instituição. Mas sinceramente, é tudo prematuro. Nesse momento a ABL está em recesso acadêmico, e a vaga só será considerada aberta em março”, diz ela.

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O cientista político Sérgio Abranches, marido de Miriam, também é querido na ABL, onde costuma dar palestras, e existe a expectativa entre os imortais de que um dos dois se candidate. Miriam o descreve como “um grande intelectual e um grande pensador do Brasil”.

Outro nome bem-visto na instituição é o escritor carioca Alberto Mussa, que já declinou duas vezes do convite para tentar uma vaga. Mussa afirma que, caso volte a ser chamado a se candidatar, “ficaria honrado”, mas não tem interesse.

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“Tenho muitos projetos, um filho de 11 anos com quem quero conviver, não tenho tempo nem roupa para frequentar a Academia”, diz, frisando ser muito amigo de alguns acadêmicos. Ele também toca em um ponto muito falado nos últimos anos: “Sou branco, hétero, de classe média alta. Creio que não acrescento nada em relação à questão da diversidade“, afirma.

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Conceição Evaristo, que se candidatou em 2018 sem seguir os protocolos, como oferecer um jantar a acadêmicos, era um desejo grande do público, mas perdeu justamente para Cacá Diegues. Ele recebeu 22 dos 35 votos daquela eleição. Em segundo lugar, ficou Pedro Corrêa do Lago, colecionador de manuscritos e pesquisador, com 11 votos. Evaristo recebeu apenas um.

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Porém, a escritora Ana Maria Gonçalves, autora do best-seller Um Defeito de Cor, também negra, é apontada por alguns imortais como alguém que teria boas chances de ocupar a vaga. A ABL nunca teve uma mulher negra ocupando uma de suas cadeiras e, despeito de ter sido criada por um homem negro, Machado de Assis, eles foram poucos a ingressar na instituição.

A pneumologista Margareth Dalcolmo, que ganhou projeção por sua atuação durante a pandemia da Covid-19, é outro nome que agrada a grande parte dos membros da ABL. Viúva do acadêmico Candido Mendes (1928-2022), ela frequenta os eventos da instituição. “Fico muito honrada, como escritora, em ver meu nome cogitado à ABL”, disse ela ao F5.

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O músico, compositor, ensaísta e professor José Miguel Wisnik, e o escritor e jornalista Sérgio Rodrigues são outros nomes que têm a simpatia da academia. Rodrigues se diz lisonjeado por ser citado. “Mas não sou candidato”, afirma.

As inscrições para concorrer à vaga serão abertas em março, e as eleições acontecem em maio.

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