TURISMO

Reforma de grife

Obra no Copacabana Palace fechará o edifício principal por três meses

Por: Caio Barretto Briso - Atualizado em

Copacabana Palace
(Foto: Redação Veja rio)

Manter-se no topo do ranking nos próximos cinco anos é o grande desafio do Copacabana Palace. Número 1 da rede inglesa Orient-Express, com faturamento anual de 120 milhões de reais, o hotel que desde os anos 20 é sinônimo de classe e elegância vai enfrentar a concorrência de, pelo menos, dezessete novos empreendimentos de grande porte na cidade até a Olimpíada de 2016. Para que ele não corra o risco de perder espaço para seus novos rivais, uma grande reforma será realizada no suntuoso edifício, marco da arquitetura carioca e um dos cartões-postais do Rio. Durante três meses, 300 operários vão se instalar no prédio principal, que ficará completamente fechado - o anexo continuará funcionando normalmente. O quebra-quebra não para por aí. Nos dois meses seguintes à reabertura, os seis andares da construção, com 147 apartamentos, devem operar com a metade da capacidade. "Precisamos nos adequar às exigências desse mercado", explica o diretor-geral Philip Carruthers.

Encarregado do projeto, o arquiteto francês Michel Jouannet terá como missão principal aumentar a comodidade dos hóspedes, que chegam a pagar entre 995 e 4?525 reais por uma diária. Responsável por reformas que mudaram a cara de outros ícones da hotelaria mundial, como o Cipriani, em Veneza, ele dará início à primeira etapa da intervenção em junho de 2012, logo após o término da Conferência das Nações Unidas Rio+20. O orçamento não é modesto: serão gastos 30 milhões de reais para dar cara nova aos ambientes acostumados a receber astros e estrelas do porte de Antonio Banderas, Jim Carrey e Tom Cruise (para citar apenas alguns recentes).

As mudanças poderão ser vistas logo na entrada. Para começar, a rotunda para os carros será ampliada e haverá uma plataforma de vidro e aço inoxidável acima da área de desembarque. O objetivo é evitar os indesejáveis respingos de água sobre os hóspedes, aqueles que os guarda-chuvas não conseguem conter durante os meses mais úmidos do ano. A recepção também ganhará um aumento de 60% em relação ao tamanho atual. Ali será construído um elevador para cadeirantes, discreto, escondido por uma porta de madeira. Nos quartos, os toaletes vão aumentar de tamanho, ganhar banheiras de mármore importadas da Alemanha e duchas com boxe independente. Além disso, os apartamentos serão completamente redecorados, mas continuarão fiéis ao estilo clássico e aos mimos, como os travesseiros de pluma de ganso, os lençóis de algodão egípcio e as toalhas aspergidas com lavanda. "Não tememos a competição, mas também não podemos achar que já fizemos o suficiente", pondera Carruthers.

Fonte: VEJA RIO