TEATRO

À moda de Woody Allen

Comédia de Domingos Oliveira, Turbilhão une cenas de palco e de cinema de forma divertida

Por: Carlos Henrique Braz - Atualizado em

AVALIAÇÃO ✪✪✪

Dalton Valerio/ Divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Comparado ao cineasta americano, de quem é admirador confesso, Domingos Oliveira nunca flertou tão de perto com a obra, e os temas, de Woody Allen. Sua nova comédia, Turbilhão, tem uma engenhosa trama contemporânea recheada de ingredientes como a psicanálise e diálogos com mortos. A exemplo do que já fez em montagens anteriores, o autor recorre ao cinema para complementar a dramaturgia. Ele exibe cerca de quarenta minutos de cenas filmadas em preto e branco - narradas por Paulo José -, praticamente a metade da peça. Toda ação começa por sequências projetadas no fundo do cenário e, ao acender das luzes, é continuada pelos mesmos atores no palco. O telão, quando não é suporte para imagens, funciona como um divisor de planos, separando os personagens vivos dos que morreram.

O eixo da história é um triângulo amoroso entre a psicanalista Milena (Luana Piovani), o pianista Bento (Jonas Bloch) e João (Pedro Furtado), rapaz formado em filosofia, mas que trabalha em uma livraria. Nas histórias paralelas estão tipos ligados à terapeuta, como sua melhor amiga, a cantora decadente Bárbara (Duaia Assumpção, em ótima atuação), seus pacientes Otávio (José Roberto Oliveira) e Tavares (Fernando Gomes), além do chefe desse último, Medeiros (Moisés Bittencourt). Também na direção, Domingos extrai bom rendimento de todo o elenco.

Turbilhão (90min). 12 anos. Estreou em 14/7/2011. Teatro Sesc Ginástico (513 lugares). Avenida Graça Aranha, 187, Centro, ☎ 2279-4027. → Quinta a domingo, 19h. R$ 20,00. Bilheteria: a partir das 13h (qui. a dom.). Até 7 de agosto.

Fonte: VEJA RIO