TEATRO

Três perguntas para Soraya Ravenle

A atriz está em Todos os Musicais de Chico Buarque em 90 Minutos, de Charles Möeller e Claudio Botelho, em cartaz no Teatro Clara Nunes

Por: Rafael Teixeira - Atualizado em

RAFAEL FRANçA
(Foto: Redação Veja rio)

Neste espetáculo, você está em cena com Claudio Botelho e também é dirigida por ele. Como é essa experiência?

São Claudios muito semelhantes e, pensando bem, inseparáveis. Seu humor inteligente e ácido nos diverte e, ao mesmo tempo, ele nos cobre com uma gentileza amorosa, cúmplice, acompanhando as minúcias dos arranjos e do desenvolvimento de cada intérprete. Estar como diretor e ator não o confunde, Claudio exerce com tremenda lucidez os dois papéis ao mesmo tempo.

Qual é a sua relação com a obra de Chico Buarque?

Deve ser a mesma que a da maioria dos brasileiros da minha geração: minha vida foi embalada pelos seus discos. O desespero de ter os novos modelos de iPhone equivale à urgência que tínhamos de comprar seus lançamentos. Isso era igual com Caetano, Gil, Elis, Gal, Bethânia, Milton, Clara... A música brasileira era meu vício, minha droga, minha paixão.

O repertório do musical trouxe alguma novidade para você?

Conhecia todas as músicas, mas nunca as havia cantado. Então, algo mágico está acontecendo: elas soam como novas. Posso citar Bastidores. Para mim, Bastidores é Cauby Peixoto e Cauby Peixoto é Bastidores. Quando comecei a ensaiar, parecia que nunca tinha ouvido essa canção. Sensação estranhíssima e gostosa, de descolar a música de uma memória e colocar outra.

Fonte: VEJA RIO