TEATRO

Três perguntas para... Cacau Protásio

A fofoqueira Zezé de Avenida Brasil interpreta outra doméstica em espetáculo em cartaz no Teatro Sesi

Por: Rafael Teixeira - Atualizado em

roteiro-teatro-3p-abre.jpg
(Foto: Redação Veja rio)

Desconhecida, segundo ela mesma, até há pouco tempo, a atriz formada na Casa das Artes de Laranjeiras tinha no currículo algumas participações em programas de televisão, um punhado de atuações em esquetes teatrais e um curta-metragem. Já estava quase desistindo da carreira quando recebeu o convite para integrar o elenco da novela Avenida Brasil. Na pele da fofoqueira Zezé, empregada da mansão do ex-jogador Tufão (Murilo Benício), a carioca da Tijuca ganhou espaço graças aos divertidos cacos que incorpora às cenas. Os breves segundos em que aparece cantando ?eu quero ver tu me chamar de amendoim? enquanto faz uma hilária coreografia viraram hit na internet. Agora, Cacau está às voltas com outro desafio curiosamente relacionado ao mesmo universo de sua atual personagem: na peça Domésticas, em cartaz no Teatro Sesi, ela é uma das atrizes que relatam, em tom confessional, experiências de empregadas reais.

Como a Zezé se transformou neste sucesso que é hoje? Eu nunca imaginei que fosse tomar essa proporção. Mas foi algo natural, fruto de uma confiança no meu trabalho. Eu recebia os textos e ia fazendo daquele limão uma limonada. Comecei a propor algumas ideias, dava sugestões para acrescentar às falas. E a Amora (Mautner, diretora da novela) foi muito generosa, sempre apostou muito. Eu respeito demais o autor, mas vou mudando quase tudo no texto. Outro dia, para descrever o caos na casa do Tufão, falei: ?É tiro, porrada e bomba!?. Às vezes eu nem aviso antes, simplesmente vou lá e improviso. Até agora tem dado certo.

Antes de Avenida Brasil, você já havia interpretado duas empregadas na televisão, na novela Ti-Ti-Ti e no seriado A Diarista. Agora, vai fazer mais uma no teatro. Tem medo de ficar marcada? As pessoas até falam, dizem para eu tomar cuidado. Mas eu faço com o maior prazer e orgulho. Acho que consigo diferenciar cada uma delas, criar uma história nova. Quem for me ver no teatro em Domésticas, por exemplo, vai ter outra imagem minha, porque o texto não tem quase nada de cômico.

Agora, aquilo que todo mundo quer saber: como vai terminar a novela? Quem me dera saber, eu adoraria te contar! Mas os capítulos estão sendo liberados em cima da hora, justamente para evitar vazamentos, então eu não sei de nada. Com isso, a rotina que já era puxada fica ainda mais intensa.

Fonte: VEJA RIO