TEATRO

Autor em progresso

Pedro Bricio volta a acertar na comédia dramática Trabalhos de Amores Quase Perdidos

Por: Carlos Henrique Braz - Atualizado em

AVALIAÇÃO ✪✪✪

Dalton Valério/ Divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Iniciativas como o Nova Dramaturgia Brasileira, criado em 1999, injetaram vigor à cena nacional apoiando a carreira de jovens artistas promissores. Revelado pelo projeto, Pedro Bricio depois ganhou o Prêmio Shell na categoria melhor autor, pela peça A Incrível Confeitaria do Sr. Pellica, de 2005, e acerta a mão mais uma vez no texto de Trabalhos de Amores Quase Perdidos.

À primeira vista, a montagem, também dirigida por Bricio, aparenta ser uma leitura de texto. Colaboram para esta impressão a cenografia discreta de Aurora dos Campos e os figurinos naturalistas de Luiza Marcier.

Os integrantes do elenco estão sentados lado a lado. Branca Messina, munida de um calhamaço, diz as rubricas do espetáculo e apresenta os demais personagens. Trata-se da história de três amigos, entre os 25 e os 30 anos, que encaram dilemas próprios da faixa etária, como a afirmação profissional, o casamento e o desejo de ter filhos. Um detalhe complica esse convívio: Mariana (Lucia Bronstein) é ex-namorada de Marcos (João Velho) e atual mulher de João (Pedro Henrique Monteiro).

No decorrer da sessão, as lembranças da relação de amizade e a ansiedade provocada pelo futuro incerto, como o do desempregado João, são descritas pelos personagens de maneira bem-humorada. Os quatro atores cumprem a contento o desafio proposto pelo diretor, lidando com a trama fragmentada em desempenhos convincentes. Do grupo, quem tem mais chances de mostrar versatilidade é Branca, representando diferentes namoradas dos dois amigos. Ela brilha particularmente como a espanhola Olívia, fluente na língua de Cervantes.

Trabalhos de Amores Quase Perdidos (90min). 16 anos. Estreou em 6/8/2011. Espaço Cultural Sérgio Porto (120 lugares). Rua Humaitá, 163, Humaitá, ☎ 2535-3846. Sexta e sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 20,00. Bilheteria: a partir das 11h (sex.); a partir das 14h (sáb. e dom.). Até dia 28.

Fonte: VEJA RIO