TEATRO

Um drible no sentimentalismo

Na peça Oscar e a Senhora Rosa, um menino de 10 anos com câncer em estágio terminal conhece uma idosa que se dedica a cuidar de crianças doentes e o incentiva a escrever cartas para Deus

Por: Rafael Teixeira - Atualizado em

Gustavo Bakr / divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Com câncer em estágio terminal, um menino de 10 anos conhece uma idosa que se dedica a cuidar de crianças doentes. Ela o incentiva a escrever cartas para Deus, descrevendo aqueles que podem ser seus últimos dias de vida. Posto assim, Oscar e a Senhora Rosa, um dos textos mais populares do francês Eric-Emmanuel Schmitt, soa como um melodrama dos mais lacrimosos ? e por vezes até resvala nesse terreno. A montagem em cartaz na Casa de Cultura Laura Alvim, porém, ameniza o sentimentalismo barato graças à sutileza demonstrada em cena por Miriam Mehler (foto). Atriz tarimbada, com passagem por companhias históricas como o Teatro de Arena e o Oficina, em São Paulo, Miriam, 75 anos, encarna todos os personagens deste monólogo dramático. Além dos protagonistas, dá voz a outras crianças do hospital, médicos, enfermeiras e aos pais de Oscar. Sob direção de Tadeu Aguiar, Miriam dribla as armadilhas piegas da peça sem, felizmente, deixar de comover a plateia. Para tanto, conta ainda com o bom cenário de Edward Monteiro, valorizado pela luz cheia de climas de Rogério Wiltgen.

✪✪✪ Oscar e a Senhora Rosa (75min). Livre. Estreou em 10/1/2013. Casa de Cultura Laura Alvim ? Espaço Rogério Cardoso (70 lugares). Avenida Vieira Souto, 176, Ipanema, ☎ 2332-2016. Quinta a sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 40,00 (qui. e sex.) e R$ 50,00 (sáb. e dom.). Bilheteria: a partir das 16h (qui. e sex.); a partir das 15h (sáb. e dom.). Até domingo (3).

Fonte: VEJA RIO