22/6 a 28/6

Os principais espetáculos em cartaz na semana

Beija-me como nos Livros, Sexo Neutro, Laio & Crísipo e Samba e Outras Estórias estreiam. A Casa dos Budas Ditosos, sucesso com Fernanda Torres, volta ao circuito

Por: Rafael Teixeira

Laio & Crísipo
Erom Cordeiro e Ravel de Andrade estrelam Laio & Crísipo: peça é inspirada no mito grego (Foto: Julio Melo/Divulgação)
  • A comédia faz uma seleção de histórias do dia a dia de duas mulheres simples e divertidas, Nena e Kelly (vividas por dois homens: Leo Campos e Alexandre Lino, respectivamente). Elas fazem do humor uma lente de aumento para falar de sua vida e da dos outros. Texto de Daniel Porto e direção de Vilma Melo.
    Saiba mais
  • No musical em homenagem a Agnaldo Rayol (vivido por Marcelo Nogueira), sucessos do cantor são interpretados como em um show intimista, entre­mean­do cenas de sua vida. Stela Maria Rodriygues, Eduarda Fadini, Fabrício Negri e Mona Vilardo completam o elenco. O texto é de Fátima Valença. Direção de Roberto Bomtempo e direção musical de Marcelo Alonso Neves.
    Saiba mais
  • Em tom de conversa, cinco mulheres (vividas por Joana Fomm, Samara Felippo, Mariana Molina, Dora Pellegrino e Carolina Stofella) tecem planos, confessam desejos e divagam livremente sobre assuntos como trabalho, família e sexualidade. O texto da comédia é de Ana Bez. Direção de Ernesto Piccolo.
    Saiba mais
  • Contos de Flávia Prosdocimi que abordam a violência e a degradação das relações cotidianas são transpostos para o palco nesta tragicomédia. Em cena, Elisabeth Monteiro, Gustavo Barros e Tiago d’Avila se alternam entre narradores e personagens. Direção de Daniel Belmonte.
    Saiba mais
  • Comédia

    A Atriz
    Veja Rio
    1 avaliação
    Protagonista de A Atriz, a diva das artes dramáticas Lydia Martin guarda semelhanças algo metalinguísticas com sua intérprete, Betty Faria, ela também tarimbada na profissão. Questões ligadas ao crepúsculo de artistas em idade avançada são esboçadas neste texto do inglês Peter Quilter. Aqui, o dramaturgo apresenta um quadro relativamente conhecido: na noite em que subirá ao palco pela última vez, a tal atriz, dona de talento indiscutível e modos de prima-dona, avalia passado, presente e futuro. A sucessão de lugares-comuns do texto não seria um problema se não estivesse tão presa ao mero desenho de um ambiente e de determinados tipos — ou se fosse mais direcionada à deflagração de conflitos que de fato movimentassem o enredo. Talvez ciente disso, a direção de Bibi Ferreira (posteriormente auxiliada por Susana Garcia) investe em um tom de comédia ligeira que poderia alçar voo mais alto, mas deve agradar a quem busca apenas divertimento bem produzido — são caprichados o cenário de José Dias e os figurinos de Sônia Soares. No elenco, Betty, além de Giuseppe Oristanio e Bemvindo Sequeira, respectivamente como ex e futuro marido da protagonista, aproveitam melhor as poucas oportunidades dadas por seus personagens.
    Saiba mais
  • O amor transborda na tocante montagem da companhia Os Dezequilibrados. Autor e diretor do espetáculo, Ivan Sugahara teceu uma delicada dramaturgia, na qual questões de um casal contemporâneo se entrelaçam às dos casais dos clássicos Tristão e Isolda, Romeu e Julieta, Don Juan e Werther. Na trama, o sentimento é evocado como instância deflagradora de situações típicas, universais e atemporais. Reforça tal ideia a encenação de praticamente todos os diálogos em gromelô, espécie de língua inventada nos palcos, incompreensível foneticamente, que ganha sentido na empostação da voz e nas ações dos atores. O diretor vocal Ricardo Góes e a preparadora corporal Duda Maia têm peso decisivo no êxito da proposta. Desdobrando-se em múltiplos personagens, Claudia Mele, Ângela Câmara, Julio Adrião e José Karini mostram desenvoltura, entrosamento e, acima de tudo, amorosa entrega ao projeto.
    Saiba mais
  • Escrito por André Sant’Anna e dirigido por Georgette Fadel, o espetáculo conta a história de um travesti e um garoto de programa que dividem um apartamento no centro de uma megalópole. Certo dia, eles recebem a visita de um jovem estudante, recém-chegado de uma pequena cidade do interior, interessado em pesquisar o universo da prostituição masculina para a peça que está montando no curso de teatro.
    Saiba mais
  • Monólogo dramático

    Borderline
    Sem avaliação
    Transtornos de personalidade são o tema do monólogo dramático escrito por Junior Dalberto, encenado aqui pela Cia. de Arte Nova. Bruce Brandão está em cena, dirigido por Marcello Gonçalves.
    Saiba mais
  • Portador de Down, Pedro Baião vive um jovem com o distúrbio genético nesta comédia juvenil escrita por Rogério Blat. Na história, ele convoca pela internet uma passeata com o objetivo de chamar a atenção para a síndrome, mas só aparecem quatro amigos (vividos por Karina Ramil, Lorena Comparato, Renato Goes e Theo Nogueira). Da manifestação fracassada eles partem para numa aventura na noite carioca. Direção de Ernesto Piccolo.
    Saiba mais
  • Fernanda Torres vez por outra volta a se exercitar nos palcos com este delicioso monólogo cômico, um sucesso desde a estreia, em 2003. Transposição para o teatro do livro homônimo de João Ubaldo Ribeiro (1941-2014), o espetáculo traz a atriz no papel de uma baiana de 68 anos que detalha as incontáveis experiências sexuais que teve ao longo da vida. Domingos de Oliveira responde pela adaptação e pela direção limpa — com pouquíssimos objetos em cena, as atenções se voltam naturalmente para as sutilezas do texto e para a atuação exuberante de Fernanda.
    Saiba mais
  • Sucesso há dez anos, o espetáculo Comédia em Pé, pioneira na cena brasileira do stand-up comedy, ganha nova formação: Felipe Ruggeri e Afonso Padilha se juntam a Claudio Torres Gonzaga e Victor Sarro. No novo espetáculo, rebatizado, há um novo quadro, no qual os humoristas se apresentam diante de uma bancada, comentando de forma divertida notícias da semana. 
    Saiba mais
  • Encenado em 2013, o monólogo cômico volta repaginado, com novos personagens. Além de assinar o texto, ao lado de Mariana Rebelo e Conrado Helt, Rodrigo Sant’anna estrela e dirige a montagem. Ele apresenta uma sátira aos comícios eleitorais por meio de nove candidatos.
    Saiba mais
  • Releituras de clássicos são uma instituição teatral quase tão sólida quanto as próprias obras submetidas a tais revisões. Diretor com estrada na TV, Vinicius Coimbra se arrisca pela primeira vez nas artes cênicas com um exemplar do gênero. O alvo é ambicioso: As You Like It, comédia de William Shakespeare. Algo equivocadamente intitulada Como a Gente Gosta, a versão tem em Coimbra também um dos tradutores, o adaptador, o figurinista e o cenógrafo. A empreitada é corajosa, mas o resultado, irregular. Na história, a jovem Rosalinda (Priscila Steinmann) é banida do reino devido a um imbróglio envolvendo seu pai e, sob uma identidade masculina, refugia-se na floresta, onde encontrará seu amor, Orlando (Gabriel Falcão). A adaptação aposta em galhofa que banaliza um bocado o original, mas se beneficia comicamente da entrega dos atores a esse viés. Pedro Paulo Rangel e Camilla Amado, entre os mais experientes, e João Lucas Romero e Patrícia Pinho, na ala jovem, se destacam. A ideia de brincadeira e jogo teatral é reforçada no despojamento dos figurinos — calça jeans, camiseta com o nome dos personagens e alguns adereços — e do cenário, este mal-ajambrado mesmo considerando a proposta.
    Saiba mais
  • O congresso que dá nome à comédia serve de pretexto para esquetes em que o sexo é abordado. Lucas Domso, também autor do texto, se junta em cena a Charles Paraventi e Dani Brescianini. Direção de Cláudio Torres Gonzaga.
    Saiba mais
  • O universo de Julio Cortázar é ponto de partida para o texto de Keli Freitas, que flerta com o fantástico ao contar o drama de uma família cujo centro está na figura materna. Diante de um iminente colapso, todos se articulam para poupar a mãe, idosa e doente, de sobressaltos que podem ser fatais. Direção de Cynthia Reis.
    Saiba mais
  • Criador do Teatro do Oprimido, Augusto Boal (1931-2009) conheceu bem as agruras da ditadura militar brasileira: após uma temporada na prisão em 1971, exilou-­se na Argentina. Ao longo dos primeiros cinco anos por lá, o autor e diretor escreveu uma série de histórias curtas sobre o cotidiano na América Latina, publicadas no jornal O Pasquim. A comédia Crônicas de Nuestra América - mesmo nome da compilação dos textos lançada em 1977 - leva-as pela primeira vez ao palco. Theotonio de Paiva assina a adaptação, centrada na trama inicial do livro, O Gato, a Mulher de Johnny e a Bicicleta a Motor, embora outras surjam em relatos de alguns personagens. Ambientada nas Ilhas Falkland, arquipélago ao sul do continente americano, a narrativa tem como protagonista o marinheiro inglês John Sutherland (Henrique Manoel Pinho na maior parte do tempo, dividindo o papel com Lucas Oradovschi). Longe de seu país, ele alterna trabalhos menos nobres, alguma vadiagem na taberna de Clorinda (Carmen Luz e Larissa Siqueira) e a preocupação com a mulher, Dorothy (Clara de Andrade), cobiçada pelo galanteador El Gato (Oradovschi e Adriana Schneider). Toques surrealistas pontuam a sessão, apropriadamente simples para o que se apresenta como crônica. Por trás da aparente ligeireza, porém, vislumbram-se reflexões sobre o desterro (reforçadas esteticamente no cenário e nos figurinos de Dani Vidal e Ney Madeira). A direção de Gustavo Guenzburger aposta na coletividade, notada na coreografia das marcações e no compartilhamento de um personagem por mais de um ator.
    Saiba mais
  • Formado por Raphael Ghanem, Victor Lamoglia e Lucas Salles, todos com pouco mais de 20 anos, o quarteto faz jogos de improviso, à moda do bem-sucedido Z.É. - Zenas Emprovisadas, grupo que revelou Marcelo Adnet e Gregorio Duvivier.
    Saiba mais
  • Apresentado no Rio em 2011, dentro de uma mostra de repertório que comemorou os 20 anos do grupo As Marias da Graça, Duas Palhaças é uma rara produção da trupe para o público adulto. Integrantes da companhia, Karla Concá e Vera Ribeiro convidaram o palhaço argentino Guillermo Angelelli para dirigir a montagem, concebida em linguagem de clown e inspirada pelo clássico O Pequeno Príncipe. Em cena, as duas palhaças do título — vividas por Karla e Vera, responsáveis também pelo roteiro do espetáculo, ao lado do diretor — conversam sobre diversas questões existenciais suscitadas pelo livro do francês Antoine de Saint-Exupéry.
    Saiba mais
  • Stand-up comedy

    Elefante
    Sem avaliação
    Fernando Ceylão volta às origens com um espetáculo de stand-up comedy, gênero que ajudou a popularizar por aqui nos anos 90. Desta vez, ele aborda temas polêmicos, como o preconceito, além de assuntos mais prosaicos, como dietas.
    Saiba mais
  • Comédia romântica

    Elza e Fred
    Veja Rio
    Sem avaliação
    Encenada em 2014 no circuito carioca, esta açucarada comédia tinha, na ocasião, Umberto Magnani e Suely Franco interpretando o casal protagonista. De volta aos palcos, a montagem agora traz Ana Rosa no papel da extrovertida Elza. Ela vai mudar a vida do taciturno Alfredo (Magnani), melancólico com a morte da esposa, com quem foi casado por 48 anos. Com direção de Elias Andreato, a peça é uma versão para os palcos do bem-sucedido filme argentino de 2005, dirigido por Marcos Carnevale — o texto é dele com Marcela Guerty e Lily Ann Martin, todos autores da adaptação.
    Saiba mais
  • Comédia romântica

    Enfim, Nós
    Sem avaliação
    Cai no próximo domingo o Dia dos Namorados. Apelo comercial à parte, a data é oportunidade atraente para os pombinhos renovarem seus votos de carinho. Com Fernanda e Zeca, no entanto, as coisas se complicaram: personagens da comédia Enfim, Nós, os dois acabaram trancados no banheiro quando se aprontavam para celebrar e mergulham noite adentro em intensa discussão de relação. Do confronto emergem ciúme e manias de um que o outro não conhecia. Casados na vida real, Fernanda Vasconcellos e Cássio Reis voltam ao Rio com o espetáculo, a partir de sexta (10) no Teatro Fashion Mall. Escrita por Bruno Mazzeo e Cláudio Torres Gonzaga, também responsável pela direção, a peça já foi vista por mais de 600 000 espectadores, estrelada por nomes como Fernanda Souza, Fabíula Nascimento, Regiane Alves, Marcius Melhem e o próprio Mazzeo
    Saiba mais
  • Em estágio terminal de câncer, Ben (Rogério Fróes) padece sobre uma cama de hospital, enquanto sua mulher, Rita (Suzana Faini), ali a seu lado, folheia uma revista de decoração, planejando a mudança no visual da sala de estar do casal tão logo o marido morra. Trata-se de um dos muitos sintomas da incomunicabilidade que afeta as relações entre os personagens de Família Lyons, desconcertante tragicomédia de Nicky Silver. Como em boa parte de sua obra, aqui o autor americano volta a jogar luz sobre núcleos familiares disfuncionais. Além da esposa alheia, o patriarca grosseirão deverá lidar com a visita dos filhos complicados: Lisa (Zulma Mercadante), alcoólatra, recém-separada, e Curtis (Emilio Orciollo Netto), escritor de talento duvidoso e, para desgosto de Ben, homossexual. À parte a difícil convivência com os pais, os dois também têm seus problemas particulares, que não convém revelar de antemão. Ciente da qualidade do texto, o diretor Marcos Caruso não inventa moda, postura notável até na austeridade funcional do cenário de Alexandre Murucci, iluminado de acordo por Felipe Lourenço. Ao contrário, prefere apostar no bom ritmo da montagem e na envolvente dinâmica do elenco, completado por Pedro Osório e Rose Lima, que desempenham com competência papéis menores. No entrosado quarteto principal, é impossível não destacar a interpretação superlativa de Suzana, precisa em cada intervenção.
    Saiba mais
  • Em um parque infantil, quatro moças narram e vivenciam histórias diversas, ora evidentemente imaginadas, ora verossímeis — embora nunca fique claro se são verdadeiras. Fisicamente, são jovens adultas, mas os figurinos, a ambientação e a postura das personagens sugerem meninas conflitantes com o conteúdo por vezes perverso das narrativas. Nesse intrigante desconforto entre o conhecido e o ignorado, o visto e o compreendido, está a força de Foi Você Quem Pediu para Eu Contar a Minha História, da francesa Sandrine Roche, aqui em adaptação de Thereza Falcão. Assuntos como feminilidade, misoginia, status social, família e morte surgem nas histórias, mais eficientes em si mesmas do que na articulação do texto. No mesmo sentido, a direção de Guilherme Piva extrai boas atuações in­dividuais de Fernanda Vasconcellos, Bianca Castanho, Karla Tenório e Talita Castro, ainda que potenciais sutilezas e modulações se­ diluam na uniformidade do tom.
    Saiba mais
  • Para além de suas notáveis contribuições à arte do século XX, os mexicanos Frida Kahlo (1907-1954) e Diego Rivera (1886-1957) tornaram-se conhecidos pela vida a dois, repleta de episódios de infidelidade mútua, choques de personalidades e intercâmbios criativos. Esse conturbado e simbiótico relacionamento está no cerne do drama Frida y Diego, de Maria Adelaide Amaral. Na humanização do cânone, o texto sobrevoa de forma distanciada as questões ligadas à produção artística da dupla, pendendo um tanto demasiadamente para as discórdias causadas pelas traições do marido. Ainda que como pano de fundo para essas querelas, a dramaturgia compõe um painel de mais de duas décadas de convívio — passando pelas intermináveis dores de Frida, resultado de um acidente de bonde na juventude que a impediu de ter filhos, e pelos pendores comunistas de Rivera. A direção de arte de Marcio Vinicius, aliada à projeção de vídeos, e a música executada ao vivo por Wilson Feitosa (acordeão) e Mauro Domenech (contrabaixo) imprimem apropriada plasticidade e dinamizam a montagem. Sob direção de Eduardo Figueiredo, Leona Cavalli e José Rubens Chachá defendem com galhardia nuances de seus personagens: Frida, dona de uma extraordinária força por trás de sua fragilidade física, e Rivera, cujo egocentrismo não escondia sua íntima dependência da mulher.
    Saiba mais
  • O livro Batidão — Uma História do Funk, do jornalista Silvio Essinger, inspira o musical de João Bernardo Caldeira e Pedro Monteiro. Esse último divide a cena com Alex Gomes, Dérik Machado, Luiza Mayall, Marcelo Cavalcanti, Marcelo Dias e Michelly Campos para contar a trajetória do funk no país desde os anos 70, quando imperava a soul music, até os dias de hoje. Direção de Joana Lebreiro e direção musical de Marcelo Rezende.
    Saiba mais
  • Monólogo cômico

    A Geladeira
    Veja Rio
    Sem avaliação
    Assim como O Homossexual ou A Dificuldade de Se Expressar, este desconcertante monólogo cômico é uma das peças do dramaturgo, performer e cartunista franco-argentino Raul Damonte Botana, o Copi (1939-1987), montadas no projeto carioca em seu tributo. Aqui, Marcio Vito encarna um ex-modelo de gênero indefinido — como é de esperar de Copi, artista afeito à diluição de limites entre masculino e feminino. Ao fazer 50 anos, ele (ou ela?) recebe uma geladeira de presente da mãe. Desenrola-se, então, uma série de acontecimentos surreais, nos quais Vito se desdobra em vários personagens, como a tal mãe, uma psicóloga e uma governanta. À parte as reflexões sobre solidão, evocadas na trama delirante, a estrutura provocante da dramaturgia é, em si, um convite a ponderações a respeito da subversão da realidade. A direção de Thomas Quillardet impõe excelente ritmo, beneficiado pelo virtuosismo de Vito.
    Saiba mais
  • Em meados dos anos 70, o inglês Tom Stoppard escreveu 15-Minute Hamlet, comédia ancorada em uma ideia inusitada, já explicada no título: condensar em apenas um quarto de hora o clássico de William Shakespeare. Baseado nesse texto, um grupo de cinco amigos formados pela Casa de Artes de Laranjeiras (CAL), reunidos em uma companhia batizada de Os Trágicos, criou um esquete para ser encenado na quarta edição do Festival Universitário do Rio de Janeiro, em 2014. Elogios e prêmios amealhados pela curta montagem incentivaram o quinteto, constituído por Gabriel Canella, Pedro Sarmento, Yuri Ribeiro, Diogo Fujimura e Mathias Wunder, a ampliar o esquete, dando origem a esta divertida comédia. Professora dos rapazes na CAL, Adriana Maia assina direção e dramaturgia. A rigor, no que diz respeito ao texto, a diferença é o acréscimo de um preâmbulo ao que fora encenado no festival. Nele, mostra-se como um grupo de larápios foi preso por pequenos delitos — conhecedores de Shakespeare poderão notar evocações à sua obra em algumas situações. Para salvar a pele, os criminosos precisam agradar à rainha com uma encenação de Hamlet, e aí entra o esquete. O clima de absoluta galhofa não é propício a cultores de clássicos à moda antiga, mas conquista quem busca divertimento. A agilidade da direção e a química entre os atores contam a favor.
    Saiba mais
  • Comemorando 20 anos de carreira, a Cia. de Comédia Os Melhores do Mundo tem neste o seu mais consagrado espetáculo. O protagonista é Hermanoteu (Ricardo Pipo), personagem de páginas perdidas do Antigo Testamento. Hebreu camarada, bom pastor e obediente, ele recebe uma missão divina: guiar seu povo à Terra de Godah. A direção é coletiva, do grupo. No elenco estão ainda Adriana Nunes, Adriano Siri, Jovane Nunes, Victor Leal e Welder Rodrigues.
    Saiba mais
  • Edson Cardoso (outrora conhecido como o Jacaré do grupo É o Tchan) estrela o monólogo cômico de Rob Becker, recordista de temporadas na Broadway e já encenado em diversos países. Ele encarna um personagem chamado Edson (a coincidência de nomes é rubrica do autor para as montagens mundo afora), que, farto dos mal­-entendidos nas relações entre homens e mulheres, passa a defender os primeiros — em confrontos entre casais do tempo das cavernas aos dias de hoje. Direção de Nancho Novo.
    Saiba mais
  • Pouco montado por aqui, o dramaturgo, performer e artista gráfico franco-argentino Raul Damonte Botana, o Copi (1939-1987), tem nesta rascante comédia uma das peças de sua autoria dentro de um projeto em sua homenagem — a outra é o monólogo A Geladeira. Questões de gênero são levantadas de forma visionária (o texto é de 1967) a partir da bizarra história da jovem Irina e da Senhora Simpson. Não à toa vividas por homens — respectivamente Mauricio Lima e Renato Carrera, este luminoso no entrosado elenco —, as personagens estão exiladas na Sibéria por terem mudado de sexo. Transgênero convertido em homem (mas que, em uma das ousadias típicas do autor, se veste de mulher e é tratado no feminino), a Madame Garbo (Leonardo Corajo) tenciona levá-las para o exterior. Fabiano de Freitas, além de completar o elenco com Higor Campagnaro, assina a elegante e segura direção da desestabilizadora montagem.
    Saiba mais
  • O comediante Fernando Ceylão sai de sua zona de conforto e envereda pelo musical neste espetáculo. Acompanhado pelo ator e pianista Leonardo Wagner, ele vive o ator e cantor Ivon Curi (1928-1995). Escrito por Pedro Murad, o texto não segue os moldes de uma biografia tradicional — em vez disso, subverte a cronologia e aposta em um realismo mágico e em um lirismo nonsense. Canções como La Vie en Rose e Xote das Meninas estão no roteiro. Direção de Lucio Mauro Filho e Danilo Watanabe. Direção musical de Tim Rescala.
    Saiba mais
  • Nos últimos meses, o circuito teatral carioca tem sido visitado com razoável frequência por espetáculos de pegada poética, que celebram determinados autores não por meio de suas biografias, mas pela força de suas obras. Comemorando 10 anos de existência, a Companhia de Teatro Íntimo envereda por essa seara em João Cabral, resgate cênico da obra de João Cabral de Melo Neto (1920-1999). Nenhum dos atores interpreta o homenageado: trata-se de uma espécie de recital dramatizado de seus poemas e cartas. O diretor Renato Farias, também autor do roteiro, investe em uma envolvente carga visual, equilibrada no fio da navalha com a potência das palavras. Tais imagens são ora mais oníricas, ora evocativas do autor, caso da cana-de-açúcar espalhada no cenário, da manipulação de máquinas de escrever e do número de flamenco, referência à cidade de Sevilha, onde o poeta viveu. Com essa concorrência imagética, associada à própria natureza do teatro (em que é impossível voltar as páginas), alguns versos fatalmente se perdem, mas a beleza do percurso em conjunto vale a apreciação. Em cena, Rafael Sieg, Cae­ta­no O’Maihlan, Raphael Vianna e Gaby Haviaras demonstram unidade e valorizam, pelo domínio da voz, a obra que reverenciam.
    Saiba mais
  • Tragédia

    Laio & Crísipo
    Veja Rio
    Sem avaliação
    Muitos méritos podem ser contabilizados em Laio & Crísipo, potente drama da Aquela Cia. de Teatro, mas o primeiro deles talvez seja jogar luz sobre uma história relativamente desconhecida, em que pese o fato de ser a origem de um mito fundamental da cultura ocidental, narrado por Sófocles em Édipo Rei. Aqui, o autor Pedro Kosovski parte da mitologia em torno de Laio (papel de Erom Cordeiro), pai de Édipo. Exilado ainda jovem de sua cidade natal, ele é acolhido por um rei. Anos mais tarde, incumbido da educação de Crísipo (Ravel de Andrade), filho do monarca, termina se apaixonando pelo herdeiro. A essa relação se soma Jocasta (Carolina Ferman) — mais tarde mãe de Édipo. Em roupagem moderna e com alta voltagem sexual, a montagem surge cheia de som e fúria, na direção musical de Felipe Storino e na condução dos atores e do ritmo pelo diretor Marco André Nunes. Figurinos de Marcelo Marques, cenário de Aurora dos Campos e luz de Renato Machado compõem um quadro deslumbrante, além de conceitualmente poderoso. O afiado elenco revela, à parte os méritos individuais, um entrosamento determinante para o êxito do espetáculo.
    Saiba mais
  • Na comédia de Newton Moreno, Lilia Cabral encarna a protagonista, uma solteirona que não quer chegar aos 50 anos sem conseguir um marido. Para atingir seu objetivo, ela enfrenta a ira do pai e contraria os habitantes da sua cidadezinha, que acreditam que ela é santa. A chegada de um circo ao povoado muda totalmente o destino de Maria. No elenco também estão Eduardo Reyes, Fernando Neves, Silvia Poggetti e Dani Barros. Direção de João Fonseca.
    Saiba mais
  • Emma (Raquel Iantas) tem em Charles (Joelson Medeiros) um marido perfeito nas suas docilidade e devoção. Tal situação, porém, só é capaz de despertar na mulher o mais profundo tédio, que ela tenta aplacar em casos extraconjugais. Transposição para os palcos do livro homônimo de Gustave Flaubert (1821-1880), Madame Bovary aborda, por trás de suas múltiplas camadas, a eterna insatisfação humana. Em que pese o inescapável enxugamento do romance, a adaptação de Bruno Lara Resende (também diretor ao lado de Rafaela Amado) preserva a essência em dramaturgia que não trai suas origens: na boca dos personagens, diálogos se alternam com narrações dos fatos. No papel-título, Raquel entrega uma Emma menos arrebatada do que o imaginário em torno da personagem sugere, mas em consonância com o que parece ser uma proposta de evidenciar a narrativa. Nunca menos do que correto, o elenco conta ainda com Alcemar Vieira, Lourival Prudêncio e Vilma Mello.
    Saiba mais
  • A comédia de Filipe Miguez satiriza o gênero melodramático, tendo como referência as novelas de rádio e telenovelas brasileiras. Na história, o Dr. Gomide revela à família que Maria Silvia, sua filha, não pode se casar com o noivo porque eles são irmãos. O elenco é formado por Catarina Saibro, Fernanda Esteves, Ian Braga e Leonardo Paixão. Direção de Luís Felipe Perinei.
    Saiba mais
  • O espetáculo estrutura-se a partir do chamado Jogo do Gaulier, criado na École Philippe Gaulier, em Paris. Inicialmente, há uma apresentação dos tipos melodramáticos, como o sofredor, o apaixonado e o vilão, através de exercícios que estimulam os gestos típicos desses personagens. Após essa apresentação, iniciam-se jogos teatrais de improviso baseados no gênero melodramático. O público participa ativamente do espetáculo. Direção de Paulo Merísio.
    Saiba mais
  • As oscilações de humor entre as mulheres são o mote da comédia de Rodrigo Nogueira. Escrita com base em um argumento de Marilia Toledo e Emílio Boechat, a história se passa na sala de embarque de um aeroporto onde Tita (Pia Manfroni), em busca de informações sobre seu voo, que está atrasado, procura Val (Rosi Campos), funcionária da companhia aérea e velha amiga, e tem a conversa ouvida por Stela (Rose Abdallah). A direção é de João Fonseca.
    Saiba mais
  • O texto de César Valentim (também diretor) é uma livre adaptação do livro O Diário de Anne Frank, no qual a jovem do título, uma menina judia de 13 anos, narra a história dela com sua família e outros judeus escondidos em Amsterdã durante a ocupação nazista nos Países Baixos. Rita Grego estrela o monólogo dramático.
    Saiba mais
  • Arthur Ienzura e Jéssika Menkel vivem Ernesto e Marta, um casal de idosos que vive das suas lembranças do passado, mas a memória falha atinge o casal e embaralha as histórias. Direção de Felipe Fagundes.
    Saiba mais
  • Em 2008, Fernando Ceylão escreveu um esquete sobre um taxista fracassado, para compor o espetáculo Você Está Aqui, formado por uma série de cenas curtas. Sozinho em cena, Paulo César Pereio encarnava o tal chofer carente de afeto, cismado em fazer amizade com um cliente que mal o conhece. Certo dia, o ator faltou a uma sessão e o próprio Ceylão assumiu o posto — no que lhe veio a ideia de ampliar a cena e transformá-la em um monólogo para si. Sob direção de Bruce Gomlevsky, Meu Nome É Reginaldson insinua uma reflexão sobre o fracasso, mas não alça voo mais alto nesse sentido. Funciona melhor como veículo para Ceylão, apropriadamente patético como o taxista que invade o apartamento vazio do cliente para aguardá-lo. Enquanto isso, ensaia seu discurso de apresentação, no qual vêm à tona memórias de outros personagens que cruzaram sua vida, prato cheio para o ator se multiplicar por diversos tipos.
    Saiba mais
  • Encenado pela primeira vez na Broadway, estrelado pelo comediante Colin Quinn (conhecido pelo programa Saturday Night Live), o monólogo Long Short Story propunha-se a narrar, de forma divertida, toda a história da humanidade no curto período de uma sessão de teatro. A adaptação brasileira, com Bruno Motta, deixa explícita essa premissa no nome: Um Milhão de Anos em Uma Hora. Ainda que parta da mesma ideia, a montagem percorre um texto bastante modificado em relação ao original, adaptado com graça e cheio de referências espertas ao Brasil — em um trabalho conjunto de Motta com Marcelo Adnet e Cláudio Torres Gonzaga, o diretor. Em clima de stand-up comedy (embora não seja exatamente uma), o espetáculo perpassa da revolução russa às guerras tribais africanas, da expansão do Império Romano às navegações europeias, entre muitos outros episódios, em um retrato não muito afável do ser humano. Se não chega a aprofundar reflexões, cumpre o papel de diversão com alguma dose de crítica, escorado em boas piadas, no ritmo ágil e no carisma de sua estrela.
    Saiba mais
  • Monólogo cômico

    Morde!
    Sem avaliação
    No monólogo cômico escrito e estrelado por Simone Kalil, são apresentadas divertidas situações ligadas ao teatro. Direção de Alexandre Régis
    Saiba mais
  • Flávia Reis interpreta onze mulheres nesta comédia. O texto, escrito por Flávia em parceria com Henrique Tavares, é conduzido a partir de uma palestra sobre neurose. Anderson Cunha também está em cena. Direção de Márcio Trigo.
    Saiba mais
  • A tão conhecida trama do escritor russo Anton Tchekov (1860-1904) ganha um tom intimista na montagem dirigida por Morena Cattoni. O espectador é convidado a se sentar no meio do jardim do Casarão Austregésilo de Athayde, no Cosme Velho, para acompanhar bem de perto as marcas deixadas pela passagem do tempo na família de Olga, Macha e Irina. As três irmãs do título (interpretadas por Julia Deccache, Gisela de Castro e Paula Sandroni) sonham em retornar à Moscou, sua terra natal, e refletem sobre suas próprias vidas e o valor do conhecimento ao longo da apresentação. Na medida em que o dia baixa, a história transpassa as estações, mostrando que a esperança inicialmente solar se transforma em mágoa e quase destrói a família, também composta pelo irmão Andrei (Cirillo Luna). A direção busca aproveitar o alternativo palco em todo seu espaço, muitas vezes apresentando cenas simultâneas. O destaque fica por conta de Gisela, que comove com a dor de Macha e aproxima ainda mais o público daquela história.
    Saiba mais
  • Enlutado pela morte da esposa, o distinto Sr. McLeavy (Mário Borges) ainda vela o corpo da mulher e já é obrigado a lidar com sérios problemas. De um lado, seu filho Hal (Rafael Canedo) e o comparsa dele, o agente funerário Dennis (Helder Agostini), roubaram um banco e, diante da chegada do detetive Truscott (Tuca Andrada), resolvem esconder o dinheiro no caixão. Enquanto isso, o comportamento da enfermeira Fay (Gláucia Rodrigues), descaradamente arrastando a asa para o viúvo da mulher de quem cuidava em vida, sugere que ela tem algo a ver com o repentino falecimento de sua antiga paciente. Conhecido pelo humor nigérrimo de suas comédias, repletas de situações ultrajantes e tipos afrontosos, o inglês Joe Orton (1933-1967) não foge à regra em O Olho Azul da Falecida. Nesta montagem da Cia Limite 151, o diretor Sidnei Cruz investe na dinâmica ágil típica do vaudeville, apropriada a esta comédia de erros cheia de entradas e saídas de personagens, e sublinha a comicidade das atuações. No elenco (completado por Johnny Ferro em participação pontual), o trio mais experiente — Borges, divertido em sua expansividade, e Gláucia e Andrada, modulando a desfaçatez — tira melhor proveito dessa linha de direção.
    Saiba mais
  • No espetáculo, que já fez turnê pelo país e chegou até ao Japão, Paulinho Serra fala de sua infância em Bangu, do começo da carreira artística até a afirmação como um dos grandes nomes do humor nacional, e surpreende em improvisos com a plateia.
    Saiba mais
  • Bemvindo Siqueira dirige a comédia escrita por Maurício Silveira. Toda a ação se passa na sala da casa de Marcela (Amanda Parisi). Enquanto o marido trabalha, ela e seu amante são surpreendidos por uma dupla de criminosos atrapalhados.
    Saiba mais
  • Drama

    Pulsões
    Veja Rio
    Sem avaliação
    Em um espaço físico indefinido, descolado da realidade, um maestro (Cadu Fávero) e uma bailarina (Fernanda de Freitas) transitam entre a loucura e a sanidade, enquanto procuram reconstituir sua existência através de fragmentos de memórias. A princípio, a única certeza (deles e do público) é que os dois se amam profundamente, devoção comparável apenas à que ele entrega à música e ela, à dança. De fato, em Pulsões, o amor é a força que impede essas figuras de sucumbir. Nesse processo de descoberta, que trará revelações inesperadas à tona, o drama de Dib Carneiro Neto se equilibra entre uma intensa carga poética e o tom algo monocórdio dos diálogos, emocionalmente arrebatado do início ao fim. A direção de Kika Freire investe em marcações que reforçam o aspecto onírico da montagem, evidenciado ainda no cenário e nos figurinos de Teca Fichinski e na trilha executada ao vivo por João Bittencourt (piano) e Maria Clara Valle (violoncelo), sob direção musical de Marco França. Nesse ambiente carregado de sensibilidade, Fávero e Fernanda estabelecem boa contracena — ela, especialmente, revela tato na extração de arroubo e fúria de sua insuspeita aparência de frágil bailarina.
    Saiba mais
  • Apresentada em 2013, a comédia de Flávio de Souza, dirigida por Walter Lima Jr., volta ao circuito modificada. Do elenco de então, apenas Tatianna Trinxet permanece, agora em companhia de Paulinho Serra e Alex Nader. O texto é um exercício de metalinguagem relacionado ao próprio teatro: envolvidos com o ensaio de uma peça, os personagens começam a formar um triângulo amoroso. Cabe à plateia ir descobrindo se o que se vê em cena é um espetáculo propriamente dito ou uma peça dentro de outra.
    Saiba mais
  • O clássico de Eugène Ionesco (1909-1994) se passa em uma cidade pacata, na qual, em um domingo, seus habitantes são surpreendidos por um rinoceronte correndo pelas ruas. Conforme debatem sobre o acontecido, mais e mais bichos aparecem, até que se descobre a existência de uma epidemia que transforma humanos em rinocerontes. Eliza Pragana dirige a montagem, que conta com dezesseis atores, formandos da Cia. de Teatro Contemporâneo, cada um se dividindo entre dois personagens, um para cada dia de peça.
    Saiba mais
  • No drama do Grupo Teatro Empório, é contada a história de Léo (Leandro Bacellar, também autor do texto e diretor), que retorna à sua casa, após ter cumprido dez anos de prisão, condenado pelo assassinato de seu tio. Nessa volta, ele tenta retomar as relações com seus amigos e familiares, rompidas pela sua ausência e pelo seu crime. No elenco estão ainda Letícia Iecker, Raffael Araújo, Marcela Büll, Ramon Alcântara e Nívia Terra.
    Saiba mais
  • Nos anos 20, os italianos Nicola Sacco e Bartolomeo Vanzetti, morando nos Estados Unidos, foram presos e condenados à morte em controverso julgamento, pelo assassinato de duas pessoas (meio século mais tarde, acabariam oficialmente absolvidos). Gilberto Miranda e Douglas Amaral vivem os protagonistas no drama do argentino Mauricio Kartun, em montagem da Cia. Ensaio Aberto. Direção de Luiz Fernando Lobo.
    Saiba mais
  • O ator Nando Cunha assina o roteiro e a direção deste espetáculo, estrelado por ele mesmo. Acompanhado por Marcio Ventapane (violão), Claudio Varela (cavaco), David Santos (percussão) e Rafael Baby (percussão), ele passeia por clássicos do samba de Candeia, Silas de Oliveira, Martinho da Vila , Noel Rosa, Zeca Pagodinho e Fundo de Quintal, entre outros. As canções são entremeadas por histórias do cotidiano de Cunha e dos bastidores do samba.
    Saiba mais
  • Ainda envolto em desinformação, ignorância e preconceito, o debate acerca do gênero na figura do transexual poderia, convertido em uma obra de arte, resvalar perigosamente em uma tentativa estéril de panfletagem e doutrinação. Tal caminho, felizmente, não é o trilhado no drama Sexo Neutro. Em abordagem próxima do documental, o texto de João Cícero Bezerra (também diretor da montagem) acompanha uma mulher não identificada com sua condição feminina que decide se tornar fisicamente um homem — figura interpretada por Marcelo Olinto e Cristina Flores. Questões ligadas às cirurgias necessárias, à relação com a família e até ao marido da personagem surgem de forma natural, sem apelo ao sentimentalismo. Integrados à proposta algo performática da montagem enxuta, em um cubo negro iluminado por Tomás Ribas, Olinto e Cristina valorizam e, ao mesmo tempo, suplantam esse aparente distanciamento em suas atuações.
    Saiba mais
  • Drama de Friedrich Dürrenmatt. Na história, a mulher mais rica do mundo, Claire Zahanasian (Maria Adélia), volta à sua cidade natal. Aos 17 anos, ela engravidou do namorado. Abandonada, ela moveu na justiça uma ação de investigação de paternidade, mas acabou expulsa da cidade. No elenco estão ainda Yashar Zambuzzi, Eduardo Rieche, Paulo Japyassú, Antonio Alves, Laura Nielsen, Renato Peres, André Frazzi, Anita Terrana, Pedro Lamim, Pedro Messina. Direção e adaptação de Sílvia Monte. 
    Saiba mais

Fonte: VEJA RIO