TEATRO

Atuações luminosas

Peça O Lugar Escuro mostra a dolorosa situação de uma família que convive com o Alzheimer

Por: Rafael Teixeira - Atualizado em

Leo Aversa/divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Doença degenerativa, o Alzheimer provoca sempre mais de uma vítima: além do doente, afeta aqueles que o cercam. Essa dolorosa situação é o tema de O Lugar Escuro, com direção de André Paes Leme, em cartaz no Espaço Sesc. Trata-se de uma adaptação da escritora Heloisa Seixas para seu livro homônimo, um pungente relato autobiográfico em que ela conta como a degradação de sua mãe, provocada pela doença, influenciou as relações da família.

Em cena estão três mulheres de gerações distintas, vividas por Camilla Amado, a idosa vítima do Alzheimer, Clarice Niskier, sua filha, e Laila Zaid, a neta. Austera, a cenografia de Carlos Alberto Nunes é valorizada pela luz de Renato Machado, pródiga em climas. As atuações são nunca menos do que ótimas. Laila extrai o melhor de um papel pequeno, contraponto brando em meio à aspereza da situação. Clarice, como sempre, emociona sem pieguice. Mas é Camilla quem se destaca com uma performance comovente, seja nos angustiantes embates com a personagem da filha, seja nos momentos solitários em que seu desamparo vem à tona.

✪✪✪ O Lugar Escuro (60min). 12 anos. Estreou em 4/1/2013. Espaço Sesc ? Arena (290 lugares). Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, ☎ 2547-0156. → Quinta a sábado, 20h30; domingo, 18h30. R$ 20,00. Bilheteria: a partir das 15h (qui. a dom.). Até domingo (3).

Fonte: VEJA RIO