TEATRO

O Dia em que Raptaram o Papa

Alberto IV, líder religioso inventado pelo escritor João Bethencourt, está em cartaz no Teatro Clara Nunes

Por: Rafael Teixeira - Atualizado em

AVALIAÇÃO ✪✪✪

Gustavo Bakr/divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

A Jornada Mundial da Juventude acabou, mas um pontífice carismático como o argentino Francisco ainda está entre nós. Trata-se de Alberto IV, líder religioso inventado pelo escritor João Bethencourt (1924-2006) na comédia em cartaz no Teatro Clara Nunes. Levado ao palco pela primeira vez em 1972, o divertido texto tem sobrevivido com louvor ao tempo. Encenada em mais de quarenta países, a peça brasileira é recordista de montagens no exterior. A história se passa durante a visita do papa Alberto (Rogério Fróes) a Nova York. Aproveitando-se de uma circunstância do acaso, o taxista judeu Samuel Leibowitz (Marcos Breda) o sequestra. O raptor, porém, é um sujeito de bom coração. Seu pedido de resgate é tão benevolente quanto utópico ? e não convém revelá-lo para não estragar surpresas. A direção esperta de Tadeu Aguiar investe em ritmo acelerado que se ajusta à trama. Fróes e Breda, os protagonistas, fazem um bom dueto: o primeiro é a imagem da ponderação, enquanto o outro age antes de pensar. No restante do elenco sobressaem Debora Olivieri, como Sara Leibowitz, mulher do taxista, e Renato Rabelo, impagável no papel do rabino Meyer (80min). 10 anos. Estreou em 12/7/2013.

Teatro Clara Nunes (499 lugares). Rua Marquês de São Vicente, 52 (Shopping da Gávea), 3º piso, Gávea, ☎ 2274-9696. Quinta a sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 70,00 (qui. e sex.) e R$ 90,00 (sáb. e dom.). Bilheteria: a partir das 14h (qui. a dom.). IC. Estac. (R$ 6,00 por duas horas). Até domingo (29).

Fonte: VEJA RIO