TEATRO

Irmãos de Sangue

A história dos três irmãos do título e de sua mãe é contada sem uma linha de diálogo, mas cheia de poesia

Por: Rafael Teixeira - Atualizado em

AVALIAÇÃO ✪✪✪✪

Xavier Cantat/DIVULGAçÃO
(Foto: Redação Veja rio)

Apresentado pela primeira vez na última edição do Festival de Avignon, um dos mais celebrados eventos de artes cênicas do planeta, o drama da companhia Dos à Deux conquistou aplausos do exigente público do evento (ao qual, diga-se, a trupe comparece anualmente desde 1999). Os méritos cabem a

André Curti e Artur Ribeiro, brasileiros fundadores do grupo radicado em Paris: além de integrar o elenco, a dupla responde por dramaturgia, direção, coreografia e cenário do espetáculo. Marca da trajetória dos dois, o teatro gestual fundamenta a encenação. A história dos três irmãos do título (Curti, Ribeiro e o argentino Matías Chebel) e de sua mãe (a francesa Cécile Givernet) é contada sem uma linha de diálogo, mas cheia de poesia. Não convém esmiuçar a trama, sob pena de estragar a tocante revelação do final. Em cena, o rigor espartano com que os atores desempenham um minucioso jogo de movimentos não se sobrepõe à emoção, amplificada graças ao visual deslumbrante da montagem (85min). 14 anos. Estreou em 8/1/2014.

Centro Cultural Banco do Brasil ? Teatro I (172 lugares). Rua Primeiro de Março, 66, Centro, ☎ 3808-2020. → Quarta a sábado, 19h; domingo, 16h e 19h. R$ 10,00. Bilheteria: a partir das 9h (qua. a dom.). Até dia 23.

Fonte: VEJA RIO