O PERDEDOR

Fernando Ceylão vive fracassado em comédia

Meu Nome É Reginaldson nasceu como esquete de vinte minutos e se transformou em peça

Por: Rafael Teixeira

AVALIAÇÃO ✪✪✪

Meu Nome É Reginaldson
Ceylão: sozinho no palco (Foto: Marcelo de Mattos/Divulgação)

Em 2008, Fernando Ceylão escreveu um esquete sobre um taxista fracassado, para compor o espetáculo Você Está Aqui, formado por uma série de cenas curtas. Sozinho em cena, Paulo César Pereio encarnava o tal chofer carente de afeto, cismado em fazer amizade com um cliente que mal o conhece. Certo dia, o ator faltou a uma sessão e o próprio Ceylão assumiu o posto — no que lhe veio a ideia de ampliar a cena e transformá-la em um monólogo para si. Sob direção de Bruce Gomlevsky, Meu Nome É Reginaldson insinua uma reflexão sobre o fracasso, mas não alça voo mais alto nesse sentido. Funciona melhor como veículo para Ceylão, apropriadamente patético como o taxista que invade o apartamento vazio do cliente para aguardá-lo. Enquanto isso, ensaia seu discurso de apresentação, no qual vêm à tona memórias de outros personagens que cruzaram sua vida, prato cheio para o ator se multiplicar por diversos tipos (70min). 14 anos.

Centro Cultural Justiça Federal (141 lugares). Avenida Rio Branco, 241, Centro, ☎ 3261-2550, ↕ Cinelândia. → Sexta a domingo, 19h. R$ 30,00. Bilheteria: a partir das 16h (sex. a dom.). Até 7 de fevereiro. Reestreia prometida para sexta (2).

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Fonte: VEJA RIO