TEATRO

Crueldade diluída

Em cartaz no Teatro do Leblon, adaptação de Os Credores, de August Strindberg, fica aquém da qualidade do texto

Por: Rafael Teixeira - Atualizado em

Joao Caldas/divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

AVALIAÇÃO ✪✪

Montado pela primeira vez em 1889, Os Credores foi definido pelo autor, o sueco August Strindberg (1849-1912), como seu trabalho mais maduro. O título é uma referência ao triângulo amoroso formado na trama: uma mulher, seu ex-marido e o atual companheiro, todos, de alguma forma, credores afetivos uns dos outros. Ao ser rebatizada de Cruel, a montagem brasileira em cartaz no Teatro do Leblon parece querer centrar as atenções em um dos vértices desse triângulo: o ardiloso Gustavo (Reynaldo Gianecchini), que se aproxima do pintor Adolfo (Erik Marmo) com o objetivo de perturbar o casamento dele com Tekla (Maria Manoella), sua ex-mulher. Nesse jogo psicológico, porém, a direção de Elias Andreato se revela um tanto morna. Some-se a isso a atuação apenas mediana do elenco. Ressalvas à parte, o arguto olhar de Strindberg sobre a natureza do homem fica preservado (70min). 14 anos. Estreou em 17/5/2013.

Teatro do Leblon ? Sala Fernanda Montenegro (417 lugares). Rua Conde Bernadotte, 26, Leblon, ☎ 2529-7700. Quinta a sábado, 21h; domingo, 18h. R$ 60,00 a R$ 90,00. Bilheteria: a partir das 15h (qui. a dom.). Cc: D, M e V. Cd: todos. IC. Estac. (R$ 4,00 a cada meia hora). Até 25 de agosto.

Fonte: VEJA RIO