TEATRO

Fissuras na realidade

Concreto Armado é um drama com tom panfletário sobre os efeitos da Copa do Mundo na cidade

Por: Rafael Teixeira - Atualizado em

AVALIAÇÃO ✪✪✪

Leandro Bacellar/divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Em 2011, inspirado pela grande reforma que remodelaria o Maracanã para a Copa do Mundo deste ano, o autor e diretor Diogo Liberano começou a maturar o projeto de Concreto Armado, o quinto espetáculo da companhia Teatro Inominável. Assinado por ele, em parceria com Keli Freitas, o drama problematiza os efeitos da realização do torneio sobre os habitantes da cidade. Na história, Manuela (Marina Vianna, destaque no elenco), professora de pós-graduação em arquitetura e urbanismo, comanda a pesquisa de seis estudantes (Adassa Martins, Andrêas Gatto, Caroline Helena, Flávia Naves, Gunnar Borges e Laura Nielsen) sobre o estádio de futebol mais famoso do mundo. Temas como truculência policial, remoção de moradores e corrupção vêm à tona em um texto que escorrega além da conta no panfletarismo, mas se escora positivamente em uma abordagem poética das relações humanas na busca do impossível. Como que evocando fissuras no concreto, a direção de Liberano incorpora elementos de performance a um enredo calcado na realidade atual (120min). 14 anos. Estreou em 3/4/2014.

Espaço Sesc - Teatro de Arena (138 lugares). Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, ☎ 2548-1088. → Quinta a sábado, 20h30; domingo, 19h. R$ 20,00. Bilheteria: a partir das 15h (qui. a dom.). Até dia 27.

Fonte: VEJA RIO