TEATRO

Drama Casa da Morte retrata ditadura

Espetáculo aproxima da realidade brasileira texto escrito em referência à ditadura chilena

Por: Rafael Teixeira - Atualizado em

AVALIAÇÃO ✪✪✪

Ellena Stellet/Divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Entre 1973 e 1990, a ditadura comandada pelo general Augusto Pinochet deixou cerca de 3000 mortos ou desaparecidos no Chile. Uma das vítimas, a jovem marxista Colorina está no centro do drama Tejas Verdes, do dramaturgo espanhol Fermín Cabal. No ano do cinquentenário do golpe militar brasileiro, a companhia Teatro do Pequeno Gesto encena uma pertinente adaptação do texto, batizada de Casa da Morte. Com dramaturgia de Fátima Saadi e direção de Antonio Guedes, a montagem apaga referências ao Chile presentes no texto original. Associada à mudança do nome da personagem para Canarinho, essa opção aproxima a obra da nossa realidade. Valorizado por projeções e sonoplastia, o cenário de Doris Rollemberg sugere uma sala de tortura. De cara limpa, em figurinos escuros e neutros, Fernanda Maia, Marcos França e Priscila Amorim interpretam com galhardia personagens envolvidos na história de Canarinho, além da própria. A peça, estruturada em monólogos nos quais o elenco parece depor para a plateia, reforça um caráter memorialista (60min). 14 anos. Estreou em 8/8/2014.

Espaço Sesc - Sala Multiuso (50 lugares). Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, ☎ 2548-1088. → Sexta e sábado, 19h; domingo, 18h. R$ 20,00. Bilheteria: a partir das 15h (sex. a dom.). Até domingo (31).

Fonte: VEJA RIO