VIAGEM INSÓLITA

Alessandra Colasanti estrela peça sobre si mesma

Comédia A Verdadeira História de Alessandra Colasanti esbarra no clima excessivamente autorreferencial

Por: Rafael Teixeira

AVALIAÇÃO ✪

Alessandra Colasanti
Flávia Espírito Santo (de costas) e Alessandra Colasanti: poesia (Foto: Ana Alexandrino/Divulgação)
Alessandra Colasanti
Flávia Espírito Santo (de costas) e Alessandra Colasanti: poesia (Foto: Ana Alexandrino/Divulgação)

Acalentada desde 2010, a comédia A Verdadeira História de Alessandra Colasanti é um projeto essencialmente pessoal da atriz que a batiza. São dela texto, direção e papel principal, o da detetive Alexandra Cavalcanti — alter ego seu, como se verá. Na história de tintas fantásticas, a própria Alessandra some às vésperas de completar 40 anos, e seus pais, os escritores Affonso Romano de Sant’Anna e Marina Colasanti (presentes à montagem em áudio), pedem à investigadora para localizá-la. Trata-se apenas de um mote narrativo para uma encenação de tom assumidamente poético. A comunicação com o espectador, porém, esbarra no clima excessivamente autorreferencial (notado, por exemplo, na falta de função da única personagem além da detetive, a assistente Ramalhete, vivida por Flávia Espírito Santo). A montagem cresce no quarto final, mas a falta de ritmo deixa a sensação de que dura bem mais do que seus 90 minutos — e mesmo o carisma de Alessandra não dilui totalmente o problema. Ao fim, o espetáculo parece sugerir uma reflexão sobre o lado obscuro de cada um e a imagem que construímos de nós mesmos. Mas a impressão é de que faltou um olhar externo para dar forma ao todo (90min). 14 anos. Reestreou em 9/10/2014.

Teatro Sesi (350 lugares). Rua Graça Aranha, 1, Centro, ☎ 2563-4163/4168. → Quinta a sábado, 19h30.R$ 40,00. Bilheteria: a partir das 12h (qui. a sex.); a partir das 15h30 (sáb.). Até sábado (29).     

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Fonte: VEJA RIO