TEATRO

Uma falecida sem vigor

Montagem de tragédia de Nelson Rodrigues tem méritos, mas acaba comprometida pela atuação apagada da atriz principal

Por: Rafael Teixeira - Atualizado em

AVALIAÇÃO ✪✪

Juliana Lago/divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Escrita por Nelson Rodrigues em 1953, A Falecida foi a primeira de suas tragédias cariocas, peças em que o autor mergulhou nos tipos urbanos do Rio. Aqui, a protagonista é Zulmira, moradora do subúrbio que, acreditando-se moribunda devido a uma tuberculose, planeja para si um enterro luxuoso. Para tanto, ela manda o marido, o imprestável Tuninho, pedir dinheiro ao milionário Pimentel ? e contar mais seria estragar a história. A montagem em cartaz no Maison de France tem méritos, como a valorização do humor na direção de Moa­cyr Góes e o cenário de Teca Fichinski. Não é o que se vê, porém, no papel principal, defendido de forma apagada por Bianca Rinaldi, o que compromete o conjunto. Na pele do marido, Leon Góes se sai melhor. Ressalvas à parte, o envolvente texto acaba arrebatando o espectador por si só (80min). 14 anos. Estreou em 11/7/2013.

Teatro Maison de France (352 lugares). Avenida Presidente Antônio Carlos, 58, Centro, ☎ 2544-2533. Quinta, sexta e domingo, 20h; sábado, 21h. R$ 60,00 (qui. e sex.) e R$ 70,00 (sáb. e dom.). Bilheteria: a partir das 14h (qui. a dom.). IC. Estac. c/manobr. (R$ 15,00). Até 13 de outubro.

Fonte: VEJA RIO