TEATRO

A Dama do Mar

Clássico de Ibsen ganha montagem poética do diretor Paulo de Moraes

Por: Rafael Teixeira

AVALIAÇÃO ✪✪✪

Leo Aversa/Divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Autor de clássicos como Peer Gynt, Casa de Bonecas e Um Inimigo do Povo, Henrik Ibsen (1828-1906) tem neste drama de 1888 a sua primeira peça simbolista. Na adaptação de Maurício Arruda Mendonça, o texto concilia com êxito dois caminhos opostos: ao mesmo tempo em que extrai o sumo da obra do norueguês, permite-se algumas liberdades com relação ao original (que não convém adiantar). Na história, a dama do título é Ellida (Tânia Pires), mulher fascinada pelo mar. É nas águas que ela se refugia do casamento infeliz com Wangel (Zeca Cenovicz). Quando um estrangeiro (João Vitti) ressurge de seu passado, Ellida se vê diante da chance de uma nova vida. O coeso trio é acompanhado por Renata Guida, Andressa Lameu, Leonardo Hinckel e Joelson Medeiros, todos valorizando seu papel coadjuvante. A direção de Paulo de Moraes reforça o lirismo do texto, na empostação do elenco e até na cenografia, também assinada por ele - bela e sofisticada em seu despojamento. Cheia de climas, a iluminação de Maneco Quinderé é um deleite para os olhos nas duas cenas carregadas de simbolismo em que alguns atores mergulham em um tanque de água (75min).

16 anos. Estreou em 3/7/2014.

Casa de Cultura Laura Alvim - Teatro (245 lugares). Avenida Vieira Souto, 176, Ipanema, ☎ 2332-2015. → Quinta a sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 30,00. Bilheteria: a partir das 16 horas (qui. a dom.). CI. Até 24 de agosto.

Fonte: VEJA RIO