TEATRO

12 Homens e Uma Sentença

A decisão sobre o destino de um réu é a força motriz do enredo, mas o veredicto, em si, é o que menos importa

Por: Rafael Teixeira - Atualizado em

AVALIAÇÃO ✪✪✪✪

Dalton Valerio/divulgaçÃo
(Foto: Redação Veja rio)

Um curioso paradoxo explica muito do sucesso deste clássico drama de tribunal: a decisão sobre o destino de um réu é a força motriz do enredo, mas o veredicto, em si, é o que menos importa. Escrita como teleteatro pelo autor americano Reginald Rose, em 1954, a peça ganhou fama três anos depois, a bordo de uma adaptação para o cinema com direção de Sidney Lumet, e tem aqui sua primeira montagem brasileira. Na história, doze jurados se veem reunidos em uma sala para decidir, de forma unânime, se um jovem acusado de matar o pai é culpado ou inocente. Apenas um (Norival Rizzo) cultiva dúvidas de que o rapaz seja realmente o autor do crime. O debate entre ele e os demais membros do júri (vividos por Genézio de Barros, Babu Santanna, Marcelo Escorel, Xando Graça, Edmilson de Barros, Mario José Paz, Henri Pagnoncelli, Henrique Cesar, Camilo Bevilaqua, Alexandre Mello e Gustavo Rodrigues, compondo um elenco altamente coeso) diz muito mais sobre o comportamento humano, tão apegado a verdades absolutas, do que sobre a decisão final, qualquer que seja ela. Cenário de Lola Tolentino e figurinos de Ana Cristina Monteiro de Castro se aliam de forma harmoniosa à direção realista de Eduardo Tolentino de Araújo, maestro de rara habilidade a comandar doze atores ininterruptamente em cena (110min). 12 anos. Estreou em 19/2/2014.

Centro Cultural Banco do Brasil ? Teatro II (158 lugares). Rua Primeiro de Março, 66, Centro, ☎ 3808-2020. → Quarta a domingo, 19h30. R$ 10,00. Bilheteria: a partir das 10h (qua. a dom.). Até 14 de abril.

Fonte: VEJA RIO