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Três perguntas para Zé Menezes

Aos 92 anos, com mais de oito décadas de carreira, o violonista cearense é, muito apropriadamente, uma das atrações da Jornada da Longevidade

Por: Rachel Sterman - Atualizado em

Luiz Rocha/divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Como foi seu primeiro show? Eu comecei muito cedo, aos 8 anos. Minha primeira apresentação foi em Juazeiro, levado por uns comerciantes para fazer uma audição diante do padre Cícero. Mas show mesmo foi aos 9, no Teatro José Alencar, em Fortaleza. Meus primeiros instrumentos foram banjo e cavaquinho, que eu tocava em sessões de cinema mudo.

Qual é a sua receita de longevidade? Bem, eu fiz uma aposta com Matusalém (o personagem bíblico que teria vivido quase 1?000 anos) que pretendo ganhar. Mas o mais importante é fazer aquilo de que gosto. As pessoas se impressionam com meus 83 anos de carreira, mas cada vez eu gosto mais. Quando subo no palco, sou capaz de me divertir até mais do que o público. Esse show vai ser especial. Vou apresentar composições feitas a partir de 1929, da década de 40, de 50, como uma coletânea mesmo.

Nos anos 70, o senhor compôs o tema do programa dos Trapalhões. É seu maior sucesso? É um dos maiores. Ficou no ar vinte anos e só saiu porque o programa acabou. Até hoje recebo uma graninha dos Trapalhões. Mas existem outros sucessos, como Comigo É Assim, gravada por Tom Jobim e Miúcha, João Gilberto e Emílio Santiago. Nova Ilusão, registrada pelos Cariocas em 1948, é lembrada até hoje.

Fonte: VEJA RIO