SHOWS

Música, amor e internet

Parceiros no palco e fora dele, Mário Sève e Cecilia Stanzione inauguram nova série no CCBB

Por: Rafael Sento Sé - Atualizado em

Claudia Elias/ Divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Tudo começou no MySpace, rede social usada por músicos para expor seus trabalhos. Ela, em Buenos Aires, gostou da página dele e fez contato. Ele, carioca, retribuiu a visita e encantou-se pela voz da colega virtual. Inspirado pelo encontro, e por conversas posteriores, em 2008 ele enviou por e-mail a partitura de seu primeiro tango. Ela quebrou um jejum de cinco anos e escreveu a letra de Canción Necesaria. A parceria já rendeu quase vinte obras e um belo romance: ela dispensou a internet e se mudou para o Rio. Mário Sève e Cecilia Stanzione lançam o disco batizado com a primeira composição do casal na terça (26), na abertura da série MP, A e B, no CCBB.

Com curadoria dos dois, a programação busca aproximar gêneros como o tango e o choro ? a exemplo do que fizeram ele, arranjador, flautista e saxofonista que costuma acompanhar Paulinho da Viola, e ela, cantora e preparadora vocal, solista por sete anos do grupo do violonista Chango Farias Gomez, estrela da música tradicional argentina. "Encontrei uma voz que procurava havia tempos", derrama-se o brasileiro. Cecilia tem um timbre cristalino e doce. Juntos, eles exploraram outros gêneros típicos, como o chamamé, a valsa argentina e o zamba, diferente do nosso samba, que também marca presença na segunda metade do disco. "Foi uma novidade cantar samba, adorei", conta a intérprete. Na apresentação ao vivo, o bandoneón usado em estúdio será substituído por acordeão e piano. Quem assume a dupla função é o parceiro de Sève, Gabriel Geszti. Também seguram vela na banda de apoio Rene Rossano (cordas), Sergio Reze (bateria) e Zé Alexandre Carvalho (baixo).

Cecilia Stanzione e Mário Sève. Livre. Teatro II do CCBB (155 lugares). Rua Primeiro de Março, 66, Centro, ☎ 3808-2020. Terça (26), 12h30 e 19h. R$ 6,00. Bilheteria: a partir de 9h (ter.). → www.bb.com.br/cultura.

Fonte: VEJA RIO