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Três perguntas para Rodrigo Alzuguir

Dedicado à vida do compositor Wilson Baptista (1913-1968), o pesquisador desdobrou seu trabalho em CD, livros e um espetáculo, em cartaz no Ameno Resedá

Por: Carolina Barbosa - Atualizado em

Jaqueline Machado/divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Como Wilson Baptista cruzou o seu caminho? Eu era artista gráfico, ia fazer a capa de um disco de Cristina Buarque, Ganha-se Pouco Mas É Divertido, com canções do Wilson. Ouvi sua obra e me encantei. Isso foi em 2000, eu comecei a pesquisar e não parei mais. Já comprei disco dele em sebo no Japão e entrevistei figuras lendárias, como a Ceci, musa que inspirou Noel Rosa a compor Último Desejo.

Quais foram os principais achados ao longo desse tempo todo? Ele tem 150 músicas registradas, mas já listei 600 composições. Cerca de oitenta são inéditas. Também encontrei um texto de memórias, datilografado por ele. Em Campos consegui a sua certidão de batismo. O Wilson é um dos grandes de sua geração, ao lado do Noel e do Ary Barroso, mas foi um tanto descuidado com sua própria obra.

Por que desdobrar o trabalho em tantos projetos? Pensei em vários projetos. Se um deles fosse adiante eu já me consideraria realizado. Acabei fazendo o espetáculo, um CD duplo, um cancioneiro, com 100 partituras, lançado pela Editora Vitale, e em outubro publico a biografia, pela Casa da Palavra.

Fonte: VEJA RIO