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Discreto protagonista

Redescoberto por novos músicos, o tecladista Lincoln Olivetti comanda o baile no Studio RJ

Por: Rafael Sento Sé - Atualizado em

Carlos Miller / Divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

O senhor de cabelos brancos e camisa vermelha que aparece no canto da foto acima foi a sensação do festival de música instrumental Copa Fest, realizado no Copacabana Palace em 2011. Há três décadas, seu virtuosismo não produzia surpresa, mas sucessos. Tecladista e arranjador, Lincoln Olivetti desenvolveu a sonoridade dançante de três estouros de 1981: Palco, de Gilberto Gil, Festa do Interior, gravada por Gal Costa, e Saúde, faixa-título do disco de Rita Lee. Também tem suas digitais a combinação de teclado moog e guitarra presente em um punhado de clássicos de Tim Maia e Jorge Ben Jor. Antes da fórmula se desgastar, ainda gravou, em 1982, um disco antológico com o guitarrista Robson Jorge (1954-1993). Resgatado por iniciativa do produtor Fábio de Souza e dos músicos Davi Moraes (guitarra), Kassin (baixo) e Donatinho (teclado), que hoje o acompanham, Olivetti sobe ao palco do Studio RJ na quarta (1º).

?Toco minhas músicas antigas com esse sangue novo?, conta, empolgado. A numerosa formação, responsável pelo peso do som do grupo, traz ainda Cesinha (bateria), Marlon Sette (trombone), Lelei Gracindo, José Bigorna (saxofones), Altair Martins (trompete), Diogo Gomes (trompete) e Peninha (percussão). Escondido no palco, Olivetti comanda o baile com toques de acid jazz. Além de Eva, Squash e Aleluia, do álbum com Robson Jorge, o instrumentista ataca de Tim Maia e Marcos Valle. Inéditas, Vem Dançar e Me Suspira mantêm a proposta dançante da noite e podem fazer parte de um novo CD. ?Estou pensando em voltar ao estúdio, material para gravar é o que não falta?, revela. Pai da DJ Mary Olivetti, o artista não tem medo de novidade: anda compondo house music.

Lincoln Olivetti. 18 anos. Studio RJ (400 pessoas). Avenida Vieira Souto, 110, 1º andar, Ipanema, ☎ 2523-1204, ? General Osório. Quarta (1º), 21h30. R$ 40,00. www.studiorj.org.br.

Fonte: VEJA RIO