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Ensaio aberto

Em três noites no Teatro Rival, João Bosco testa o repertório para o DVD que grava em fevereiro

Por: Rafael Sento Sé - Atualizado em

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(Foto: Redação Veja rio)

Ao lado de uma big band de jazz, como fez no ano passado em uma série de dez apresentações na Alemanha com a orquestra NDR, de Hamburgo, ou apenas de violão a tiracolo, João Bosco exibe incrível capacidade de recriar as próprias canções. Seu talento para a experimentação será posto à prova mais uma vez no Teatro Rival, de quinta (5) a sábado (7). Como em fevereiro o cantor e compositor mineiro entra em estúdio para gravar um DVD, ele vai aproveitar as três noites para testar o repertório ao lado do guitarrista Ricardo Silveira, do baterista Kiko Freitas e do baixista João Batista.

Criações de fases diversas surgem no programa, que volta a exibir Bijuterias, tema de abertura da novela O Astro, da TV Globo, e Caça à Raposa, do disco homônimo de 1975. "Ao lado do trio, deixa de ser aquele violão que toco em casa, é uma forma de descobrir outros caminhos para as músicas", conta.

Além dos clássicos Incompatibilidade de Gênios, Ronco da Cuíca e Odilê, Odilá, o violonista faz algumas releituras de temas de Nelson Cavaquinho (Dona Carola), Milton Nascimento (Outra Tarde) e Tom Jobim (Fotografia).

"Dou levadas diferentes a esses temas. A de Tom fica mais extrovertida, para a frente", compara. Bosco tem uma ligação, digamos, umbilical com o autor de Águas de Março, composição registrada pela primeira vez em um compacto lançado pelo jornal O Pasquim, em 1972. A pérola jobiniana vinha no lado A e, no lado B, o mineiro Bosco cantava e tocava violão em Agnus Sei, sua primeira gravação.

João Bosco. 16 anos. Teatro Rival Petrobras (472 lugares). Rua Álvaro Alvim, 33, Cinelândia, ☎ 2240-4469, Cinelândia. Quinta (5) a sábado (7), 19h30. R$ 60,00. Bilheteria: 15h/21h (seg. a qua.); a partir das 15h (qui. a sáb.). TT. www.rivalpetrobras.com.br.

Fonte: VEJA RIO