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Cinquentenário de um clássico

Gravado nos Estados Unidos em 1963, o álbum Getz/Gilberto será lembrado ao vivo pela Companhia Estadual de Jazz

Por: Rachel Sterman - Atualizado em

Anna Quintella (Cia. Estadual de Jazz), divulgação (Mike Tucker)
(Foto: Redação Veja rio)

No fim da década de 50, João Gilberto anunciou os mandamentos da bossa nova ao registrar em trabalhos-solo composições como Chega de Saudade e Desafinado, além de exibir repertório e violão inovadores no LP Canção do Amor Demais, gravado por Elizeth Cardoso. Em 1963, radicado nos Estados Unidos, ele voltaria a fazer história no disco Getz/Gilberto, produzido com participação da mulher, a cantora Astrud Gilberto, e de Tom Jobim. Sua parceria com o saxofonista americano Stan Getz (1924-1991), lançada apenas no ano seguinte, alcançou o topo das paradas e apresentou ao público internacional um punhado de clássicos do movimento musical liderado pelo violonista baiano. Para celebrar o cinquentenário do álbum, a Companhia Estadual de Jazz e o saxofonista americano Mike Tucker sobem ao palco do Vizta, no Hotel Marina Palace, no sábado (16).

No quarteto, Reinaldo, humorista do grupo Casseta & Planeta, toca muito a sério o contrabaixo, ao lado de Sergio Fayne (piano), Fernando Clark (guitarra) e Chico Pessanha (bateria). Estão garantidas no programa faixas de Getz/Gilberto como Corcovado, Só Danço Samba, Doralice e Garota de Ipanema. Completam a lista standards estrangeiros que revelam o diálogo longevo entre o jazz e a bossa nova. É o caso de I?ll Remember April e Out of Nowhere. Novos arranjos foram elaborados para os clássicos brasileiros. ?Na bossa nova, nenhuma canção, por mais que seja tocada, se repete?, explica Reinaldo. Tucker, convidado para fazer ao vivo o papel de Stan Getz, já tocou e gravou com, entre outros, Esperanza Spalding, Fred Wesley e Joe Lovano.

Companhia Estadual de Jazz. 18 anos. Restaurante Vizta (80 lugares). Avenida Delfim Moreira, 630 (Hotel Marina Palace), Leblon, ☎ 2172-1089. Sábado (16), 21h30. R$ 40,00 (é necessário fazer reserva).

Fonte: VEJA RIO