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Soul à brasileira

Hoje liderada pelo filho de seu fundador, a Banda Black Rio se apresenta no Teatro Carlos Gomes

Por: Rafael Sento Sé - Atualizado em

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(Foto: Redação Veja rio)

Reunidos no fim dos anos 60, Dom Salvador e o Grupo Abolição não demoraram a encantar o público ao misturar samba, funk, jazz e outras bossas. A partir de 1976, dois de seus integrantes, o saxofonista Oberdan Magalhães (1945-1984) e o trompetista José Carlos Barroso, levaram a bandeira adiante, criando a Banda Black Rio. Dos bailes de subúrbio, partiram para proezas como emplacar Maria Fumaça na trilha sonora da novela Locomotivas e estrelar uma concorrida temporada ao lado de Caetano Veloso no Teatro Carlos Gomes. A rica trajetória do conjunto, dissolvido em 1980, foi resgatada quando o filho de Oberdan, o tecladista e arranjador William Magalhães, resolveu começar tudo de novo em 2000. Hoje um sexteto, acompanhado por potente naipe de sopros, a nova Black Rio se apresenta no Teatro Carlos Gomes na terça (14).

"O samba-funk do grupo original é uma matriz musical genuinamente carioca que influencia muita gente até hoje", diz o músico, antes de dar um exemplo: o rapper americano Mos Def usou a versão cheia de suingue de seu pai para Casa Forte, de Edu Lobo, como base de Casa Bay. No ano passado, a banda lançou o segundo disco da retomada, Super Nova Samba Funk, pelo conceituado selo londrino Far Out Recordings. O trabalho deve chegar ao mercado brasileiro em abril. Ao vivo, o público vai ouvir sucessos das antigas e duas do novo disco: Isabela e Nossa Jornada.

Banda Black Rio. 14 anos. Teatro Carlos Gomes (685 lugares). Praça Tiradentes, 19, Centro, ☎ 2232-8701, ? Carioca. → Terça (14), 19h. R$ 1,00. Bilheteria: a partir das 18h (ter.).

Fonte: VEJA RIO