VEJA RIO RECOMENDA

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SHOW

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(Foto: Redação Veja rio)

BOBBY MCFERRIN. Dono de técnica impressionante, o cantor americano não precisa de mais do que a voz e alguma percussão no próprio corpo para arrancar aplausos por onde passa. Altas doses de improviso e interação com o público tornam suas apresentações únicas. No último CD, VOCAbuLarieS, lançado no ano passado, McFerrin dividiu as faixas com um coral virtual de cinquenta vozes vindas dos quatro cantos do planeta. No mundo do jazz, protagonizou momentos memoráveis ao lado dos pianistas Chick Corea e Herbie Hancock. Mais recentemente, tem excursionado com a banda The Yellowjackets. Na seara do pop, reina sozinho, como vai mostrar, de volta ao Theatro Municipal, na terça (26) e no sábado (30). De pés descalços, tranças rastafári, põe em funcionamento uma riquíssima usina de sons da qual podem surgir tons de contrabaixo, flautas e percussão. Além de vencer com naturalidade as mais longas distâncias entre o agudo e o grave, o músico, que também tem formação de regente, não hesita em pedir a participação dos presentes quando precisa de um coro. Ele costuma passear entre a plateia e escolher privilegiados anônimos para duetos. Como de hábito, o repertório é imprevisível, mas ele já mandou avisar: enfastiado, não pretende interpretar seu maior hit, Don?t Worry, Be Happy.

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CONCERTO

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(Foto: Redação Veja rio)

CAMERATA BERNA E ANGELIKA KIRCHSCHLAGER. Corria o ano de 1962 quando o músico austríaco Max Rostal, então professor do Conservatório de Berna, na Suíça, teve a ideia de reunir em uma orquestra treze dos melhores alunos de instrumentos de cordas da instituição ? à formação se somaria um cravista. Dois preceitos foram estabelecidos desde o início: o corpo orquestral deveria ser enxuto e tocaria sempre sem maestro. Ao longo dos anos, o grupo conquistou sólida reputação internacional, o que pode ser comprovado por constantes parcerias estabelecidas com grandes nomes da música clássica contemporânea, como o oboísta Heinz Holliger, o pianista András Schiff, o violinista Vadim Repin e o violoncelista Thomas Demenga. Dirigida atualmente pela violinista Antje Weithas, a Camerata Berna se apresenta no sábado (30) no Theatro Municipal na companhia da meio-soprano austríaca Angelika Kirchschlager. Ela vai interpretar árias das óperas Giulio Cesare e Berenice, além do oratório Teodora, que têm autoria de Haendel, e canções de Schubert. Do compositor austríaco o conjunto também executa o Quarteto de Cordas Nº 14 em Ré Menor, D. 810. Obras de Vivaldi e Martin Wettstein completam o programa.

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Fonte: VEJA RIO