VEJA RIO RECOMENDA

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(Foto: Redação Veja rio)

MARIO ADNET. Dedicado ao maestro pernambucano Moacir Santos (1926-2006), o projeto Ouro Negro, de 2001, é um divisor de águas na carreira deste violonista e arranjador carioca. Ao lado do saxofonista Zé Nogueira, Adnet recuperou partituras originais de Santos e deu nova vida a seu repertório, gravando, com várias participações, um disco duplo de produção irretocável. Ele voltou a usar talento musical e faro de pesquisador mergulhando na pouco conhecida obra orquestral de Tom Jobim (1927-1994): seu disco Jobim Sinfônico conquistou o Grammy Latino de música clássica em 2004. Três anos mais tarde, repetiu o homenageado no disco Jobim Jazz, que agora ganha um novo volume de raridades. Relíquias como Takatanga, de 1970, e O Barbinha Branca, retirada de um LP de 1955, do violonista Luiz Bonfá, estão entre as treze faixas de + Jobim Jazz, que Adnet vai mostrar ao vivo na quinta (7), no Espaço Tom Jobim. Ao lado de uma big band de onze instrumentistas, o músico passeia por temas menos óbvios do mestre. No segundo álbum sobressaem os saborosos arranjos de acento africano, típico da obra de Moacir Santos e de Baden Powell (1937-2000) ? também visitado por Adnet no CD Afrosambajazz (2009).

Fonte: VEJA RIO