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O show da banda Móveis Coloniais de Acaju, a peça infantil Três Marias, a peça Jacinta, com Andréa Beltrão, e as exposições Mário de Andrade - Cartas do Modernismo e Roberto Burle Marx - A Figura Humana na Obra em Desenho

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SHOW

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(Foto: Redação Veja rio)

Móveis Coloniais de Acaju. Adepto de primeira hora da salada musical servida por nove entre dez bandas independentes brasileiras, o grupo de Brasília criado em 1998 se distinguiu pelo peso instrumental de sua numerosa formação. Nas mãos dos onze integrantes, a mistura de rock, pop, ska, ritmos brasileiros e uma pitada de sons do Leste Europeu resulta em apresentações empolgantes, em que não faltam coreografias no meio da plateia. Ao vivo, com um naipe de sopros acrescido ao trio de guitarra, baixo e bateria, eles não param um minuto. De volta ao Rio, a big band contemporânea mostra no Studio RJ, no sábado (8), faixas dos discos Idem (2005) e C_mpl_te (2009), este lançado com download gratuito na internet. Estão previstas no repertório, entre outras, Copacabana, O Tempo e a mais recente Vejo em Teu Olhar, já composta para o terceiro CD, em produção. Saiba mais na coluna Shows.

CRIANÇAS

Marilane Pitta/divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Três Marias. Em tom de farsa, exagerado, o espetáculo em cartaz no Teatro dos Quatro apresenta Antonio Maria (Gabriel Naegele), Zé Maria (Leonam Thurler) e Maria Aparecida (Denise Peixoto). Na peça dentro da peça, os personagens, membros de uma trupe mambembe, encenam em forma de musical a história de amor entre a menina Janaína (Denise, muito bem em todos os papéis que interpreta) e seu anjo da guarda, Gabriel (Thurler, que ainda encarna de forma impagável a mãe de sua protegida). Com objetos tirados de maletas, o elenco constrói ao longo da apresentação o inventivo cenário de Naegele, também diretor da montagem e autor do texto. Devassado, o palco escancara diante do público as trocas de personagens e a entrada e saída dos atores. A bela voz de Aline Peixoto, além dos figurinos coloridos e exuberantes, completa a lista de acertos dessa montagem da Companhia Crias da Casa. Saiba mais na coluna Crianças.

TEATRO

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(Foto: Redação Veja rio)

Jacinta. Com texto de Newton Moreno levado à cena pelo diretor Aderbal Freire-Filho e pelo músico Branco Mel­lo, dos Titãs, o espetáculo em cartaz no Teatro Poeira é uma hilária e sensível declaração de amor ao teatro. Andréa Beltrão é a personagem do título, atriz portuguesa de meados do século XVI que simplesmente não sabe atuar. Em sua estreia, diante da rainha de Portugal, a performance oferecida é de tal maneira terrível que a monarca perde o ar e morre. Como punição, Jacinta é exilada no Brasil, onde, contrariando todos os prognósticos, vai buscar aquilo que jamais conheceu: o aplauso. Interpretando diversos papéis com o auxílio de poucos adereços, Augusto Madeira, Gillray Coutinho, José Mauro Brant, Isio Ghelman e Rodrigo França mantêm o nível das atuações nas alturas e arrancam risadas. Também no palco, um quarteto de instrumentistas escolta o elenco ao longo de treze divertidas músicas. Clique aqui para mais informações sobre a peça.

EXPOSIÇÕES

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(Foto: Redação Veja rio)

Mário de Andrade - Cartas do Modernismo e Roberto Burle Marx - A Figura Humana na Obra em Desenho. Uma agradável e profunda lição sobre cultura brasileira é proporcionada pela visita às duas mostras montadas no Centro Cultural Correios. Pilar do modernismo, autor do clássico Macunaíma e grande pesquisador do folclore brasileiro, Mário de Andrade (1893-1945) tem sua trajetória reconstituída pela exibição de parte de sua rica correspondência, além de telas da própria coleção assinadas por contemporâneos como Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti e Lasar Segall. A exposição dedicada a Burle Marx (1909-1994) revela outro talento do renomado paisagista ao reunir 138 desenhos produzidos por ele da infância até os anos 40. Das 22 cartas originais de Mário de Andrade, acompanhadas de pinturas dos artistas com quem trocava cartas, e do traço requintado de Burle Marx emerge um Brasil do qual podemos nos orgulhar. Saiba mais na coluna Exposições.

Fonte: VEJA RIO