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A exposição de William Kentridge, o Leblon Jazz Festival, a peça infantil Uma Peça Como Eu Gosto e a peça Cucaracha

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EXPOSIÇÃO

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(Foto: Redação Veja rio)

William Kentridge. Não se deixe enganar: apesar do nome pouco conhecido pelo grande público, o sul-africano é um dos mais consagrados artistas em atividade, com individuais em museus como o Louvre, em Paris, e o MoMA, em Nova York. Sua notoriedade se deve em grande parte a um conjunto de vídeos ? dez até o momento, produzidos desde 1989 ? batizado de Drawing for Projection, que é exibido pela primeira vez completo na alentada mostra William Kentridge: Fortuna, no Instituto Moreira Salles. A técnica é meticulosa: quadro por quadro, ele vai filmando sutis alterações feitas em um desenho. Vinte e três deles estão no acervo, que inclui outros dezessete vídeos, além de esculturas e gravuras. Entre essas últimas, chamam atenção três da série Manual de Geometria, que o visitante pode observar por meio de um visor especial que empresta um efeito tridimensional às imagens.

SHOW

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(Foto: Redação Veja rio)

Leblon Jazz Festival. Idealizado pelo empresário Robson Nacif, o maior evento de jazz gratuito da cidade volta a acontecer na Rua Dias Ferreira, entre quinta (8) e sábado (10). Neste ano, o destaque da programação é o pianista, percussionista e arranjador etíope Mulatu Astatke, que fecha o evento no palco principal. Criador do gênero ethio-jazz, uma mistura de referências da música de seu continente com o ritmo americano, Astatke viu sua obra ganhar projeção mundial mais de quarenta anos depois de iniciada, graças ao cineasta Jim Jarmusch, que o convocou para compor a trilha sonora de Flores Partidas (2005). Em seu primeiro show no Rio, ao lado da carioca Abayomy Afrobeat Orquestra, ele mostra o resultado de seu último álbum, Steps Ahead (2010), além de faixas que lhe deram fama, como Yekermo Sew.

CRIANÇAS

Guga Melgar/divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Uma Peça Como Eu Gosto. Com direção de Lucio Mauro Filho e Duda Maia, a divertida peça em cartaz no Oi Futuro Ipanema põe em cena três atores: Desdêmona Catarina (Laura Telles), Cordélia Viola (Viviane Netto) e Tróilo Cimbelino (Leonardo Miranda, destaque no bom elenco). Com clara estima por William Shakespeare, eles se apresentam pelo Brasil, usando bonecos e se revezando em papéis de três peças do bardo, que aqui ganham ares regionais: Hamlet desenrola-se em uma festa junina; Romeu e Julieta são descendentes de imigrantes italianos; e a ação de A Tempestade se dá em meio a elementos que remetem à Amazônia. A trilha executada ao vivo introduz as crianças em ritmos como maracatu, samba, frevo, embolada e até rap. Imperdível.

TEATRO

Paula Kossatz/divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Cucaracha. Bem-sucedida em suas duas primeiras peças, Cachorro! e Rebu, a Companhia Teatro Independente volta à cena com um texto do premiado Jô Bilac. Em cartaz no CCBB, a comédia dramática aborda a relação entre Vilma (Júlia Marini), uma paciente em coma, e Mirrage (Carolina Pismel), a enfermeira que cuida dela. Em que pese a situação da doente, ambas conversam o tempo todo. Curiosamente, não há aí nenhuma estranheza - a licença poética, pelo contrário, alicerça o texto e permite reflexões a partir desse encontro entre duas pessoas em momentos distintos da vida. Cenografia, figurinos, luz e música trabalham em harmonia para criar o clima da peça, entre o real e o onírico. Da mesma forma se apresenta o elenco, com as convincentes Júlia e Carolina mostrando-se irmanadas.

Fonte: VEJA RIO