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Orquestra italiana no Municipal, obras do escultor Angelo Venosa, paródias de Luiz Salem e Stella Miranda e, para as crianças, uma aventura submarina inspirada em Júlio Verne. Veja as dicas culturais desta semana

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EXPOSIÇÃO

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(Foto: Redação Veja rio)

ANGELO VENOSA. A concorrência é pesada: no mesmo Museu de Arte Moderna ocupado pela alentada exposição do gênio suíço Alberto Giacometti (1901-1966), a mostra dedicada à produção do artista paulista radicado no Rio poderia parecer acanhada. Não é essa, porém, a impressão de quem entra no salão onde estão dispostos 31 trabalhos, quatro deles inéditos, de diversas fases da carreira de Venosa. Trata-se da maior individual deste que é um dos poucos egressos da Geração 80 a voltar sua produção exclusivamente para a escultura. A maneira como as peças foram espalhadas ao longo de um espaço amplo, sem obstáculos, resulta em uma paisagem intrigante transportada para dentro do MAM. Também impressionam as enormes dimensões atingidas, em especial na criação sem título apresentada na edição de 1987 da Bienal Internacional de São Paulo. Entre o orgânico e o artificial, o que é uma marca de seu autor, a obra assemelha-se a tentáculos gigantes pendentes do teto, com insuspeita leveza e imponentes 5 metros de altura.

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CRIANÇAS

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(Foto: Redação Veja rio)

ALGUMAS AVENTURAS DAS 20?000 LÉGUAS SUBMARINAS. Na sua ficção visionária, o escritor francês Júlio Verne (1828-1905) antecipou viagens à Lua, ao centro da Terra e ao fundo do mar. A saga aquática foi narrada no clássico Vinte Mil Léguas Submarinas, de 1869, e inspira esta esmerada produção no Teatro Oi Casa Grande. No cenário engenhoso, a estrutura do submarino Nautilus, comandado pelo misterioso Capitão Nemo (Mouhamed Harfouch), move-se para abrigar cenas em seus compartimentos. Projeções de vídeo simulam as águas, e manipuladores de bonecos, encobertos por figurinos negros, promovem um desfile de criaturas fascinantes como peixes, tubarões e águas-vivas. A esse universo fantástico, o elenco competente acrescenta pitadas de humor. Empresta leveza à trama a figura de Conselho (em cômica interpretação de Augusto Madeira), assistente do Professor Aronax (Alexandre Dantas) ? o cientista comanda a expedição, da qual faz parte ainda o arpoador Ned Land (Erom Cordeiro), em busca do monstro marinho que, na verdade, é a embarcação pilotada por Nemo.

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TEATRO

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(Foto: Redação Veja rio)

GOZADOS. Luiz Salem, Aloísio de Abreu e Marcia Cabrita estrearam Subversões na hoje extinta boate Crepúsculo de Cubatão, em 1990. Sob direção de Stella Miranda, o trio entoava versões hilariantes e corrosivas de hits musicais. Sucesso imediato, o espetáculo ganhou diversas montagens ao longo de 21 anos e este filhote: no Teatro dos Quatro, sobem ao palco apenas Salem e Stella (também a diretora). Entrosados por décadas de parceria, eles abraçam sem reservas o tom irreverente e muitas vezes cáustico da montagem. Paródias cantadas, pontuadas por algum texto, ainda são a atração principal. Assinadas por Salem e Aloísio de Abreu, músicas como Corrente (Chico Buarque), Rehab (Amy Winehouse) e Cabelo (Jorge Ben Jor e Arnaldo Antunes), esta pescada de Subversões, ganham letras quase sempre impublicáveis. Sobra para todo mundo, de políticos e celebridades a adaptações brasileiras de musicais da Broadway. Uma afronta ao politicamente correto, a peça provoca frouxos de riso em espíritos menos sensíveis.

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CONCERTO

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(Foto: Redação Veja rio)

ZUBIN MEHTA E ORCHESTRA DEL MAGGIO MUSICALE FIORENTINO. Em 1933, cinco anos depois de criada, a orquestra italiana fundou o Maggio Musicale, hoje o mais antigo festival de repertório erudito do país. Seus instrumentistas já foram conduzidos por diversos grandes nomes ? entre outros, Herbert von Karajan, Leonard Bernstein e Riccardo Muti, este revelado à frente do conjunto. O indiano Zubin Mehta, um dos maiores maestros da atualidade, é o regente principal desde 1985, mas a história comum de ambos é mais antiga. Para celebrar os cinquenta anos de sua estreia com a formação de Florença, Mehta comanda os músicos em turnê que passa pelo Theatro Municipal na terça (21). No programa, a intimista Sinfonia Nº 8 em Fá Maior, Op. 93, de Beethoven, La Valse ? Poema Coreográfico para Orquestra, de Ravel, e Sinfonia Nº 9 em Mi Menor, Opus 95, Novo Mundo, de Dvorák, curiosamente influenciada pelo spiritual, canto dos escravos que o compositor checo conheceu quando viveu nos Estados Unidos.

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Fonte: VEJA RIO