ROTEIRO DA SEMANA

VEJA Rio Recomenda

O show de Moraes Moreira e Davi Moraes, o concerto de Nelson Freire e Orquestra Petrobras, o filme sobre o cineasta alemão Douglas Sirk e a exposição de Christian Boltanski

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Cinema

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(Foto: Redação Veja rio)

Douglas Sirk ? O Príncipe do Melodrama. Cineasta alemão radicado nos Estados Unidos a partir da II Guerra, Douglas Sirk (1897-1987) notabilizou-se como realizador de tocantes dramalhões ? e influenciou diretores contemporâneos, a exemplo do espanhol Pedro Almodóvar, do americano Todd Haynes e do francês François Ozon. A partir de terça (12), a mostra no CCBB reprisa 29 de seus longas (a maioria em película), incluindo clássicos do porte de Imitação da Vida, a despedida de Sirk de Hollywood, em 1959. De volta à Alemanha, ele fez mais três curtas na década de 70 e morreu na Suíça, aos 89 anos. Além das produções da fase alemã (como A Garota do Pântano, de 1935), serão exibidos os nove filmes protagonizados pelo galã Rock Hudson, entre eles Tudo o que o Céu Permite (1955) e Palavras ao Vento (1956).

Concerto

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(Foto: Redação Veja rio)

Nelson Freire e Orquestra Petrobras Sinfônica. Um dos maiores pianistas da atualidade, o mineiro de Boa Esperança toca com regularidade no Rio, mas não com a frequência que seus fãs desejam. A nova chance aparece no sábado (16), em concerto da Orquestra Petrobras Sinfônica no Theatro Municipal. Como solista da tarde ? a apresentação acontece às 16 horas ?, ele se junta ao grupo na segunda peça do programa, Noches en los Jardines de España, de Manuel de Falla (1876-1946), muitas vezes definida como "a mais impressionista" das obras do compositor espanhol. Antes dela, a orquestra executa a Sinfonia Nº 6, Sobre a Linha das Montanhas do Brasil, de Heitor Villa-Lobos (1887-1959). O conhecidíssimo Bolero, de Maurice Ravel (1875-1937), completa o repertório. A regência é do maestro Isaac Karabtchevsky.

Exposição

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(Foto: Redação Veja rio)

Christian Boltanski. Tema recorrente na carreira do artista francês, o papel do acaso na existência humana ganha forma nas quatro instalações da individual Chance. Obra mais impressionante, A Roda da Fortuna foi apresentada em 2011 na Bienal de Veneza. Nela, fotos de recém-nascidos deslizam por roldanas, como numa gráfica. Vez por outra, toca uma sirene que interrompe a curiosa linha de montagem ? e um dos bebês, aleatoriamente, aparece em uma tela. Em Ser de Novo, o telão exibe uma face dividida em faixas horizontais que vão se combinando, como num caça-níqueis. O saldo de mortes e nascimentos do dia é informado nos painéis de Últimas Notícias dos Humanos. E a projeção Entre Tempo mostra os efeitos da passagem das décadas no rosto de Boltanski, da infância até seus atuais 67 anos. O impacto dos trabalhos é realçado pela arquitetura da Casa França-Brasil, onde estão montados.

Show

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(Foto: Redação Veja rio)

Moraes Moreira e Davi Moraes. Depois de apresentações lotadas no Instituto Moreira Salles e no Studio RJ, em 2011, pai e filho visitam o mais espaçoso Circo Voador, na sexta (15), para repetir a causa de tanta demanda: a reprodução, na íntegra e ao vivo, de Acabou Chorare, o mais conhecido disco do grupo Novos Baianos (1968-1978). Um dos fundadores da banda que, levada do rock à MPB pelas cordas de João Gilberto, criou uma fusão de gêneros musicais inesquecível, Moraes Moreira divide os trabalhos com Davi (voz e guitarra) ? ainda criança, ele conviveu com a turma toda por três anos em uma experiência comunitária em um sítio de Jacarepaguá e, agora, cuida de parte dos arranjos. O desfile de sucessos como Brasil Pandeiro, Preta, Pretinha, Mistério do Planeta, Besta É Tu, Tinindo Trincando e a faixa-título também leva ao palco Augusto Albuquerque (baixo), Marcos Molleta (guitarra, cavaquinho e guitarra baiana), Cesinha (bateria) e Repolho (percussão). Além das dez canções do disco, completam o programa hits da carreira-solo de Moraes Moreira, a exemplo de Pombo Correio e Lá Vem o Brasil Descendo a Ladeira.

Fonte: VEJA RIO