Roteiro da Semana

VEJA RIO Recomenda

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EXPOSIÇÃO

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(Foto: Redação Veja rio)

Louise Bourgeois ? O Retorno do Desejo Proibido. Entre 1952 e 1967, quatro vezes por semana, a artista franco-americana consultou-se com Henry Lowenfeld, ex-aluno de Freud. Os demônios interiores, Louise Bourgeois (1911-2010) também mitigou em público, transformando problemas com o pai e outros traumas em uma rica obra de nomes sugestivos. A partir de sexta (16), 113 dos seus trabalhos serão exibidos no Museu de Arte Moderna. O maior deles, Maman, inédito por aqui, chegou primeiro ? ao ar livre, a escultura em forma de aranha, de bronze e silício, com 10 metros de altura e quase 11 toneladas de peso, já chama atenção no Parque do Flamengo. No variado conjunto estão desenhos, objetos, pinturas e instalações, a exemplo de Destruição do Pai e Quarto Vermelho, este uma reprodução em tamanho real do quarto de seus pais na França. Outra peça emblemática, a escultura Arco da Histeria evoca estudos do pai da psicanálise.

CINEMA

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(Foto: Redação Veja rio)

Riscado. Melhor direção, roteiro e atriz (Karine Teles), além do prêmio da crítica, foram os troféus que o segundo longa-metragem do petropolitano Gustavo Pizzi recebeu no último Festival de Gramado. Simples, direto e com uma atuação formidável de Karine (mulher do diretor), o drama, carinhosamente ambientado no Rio, narra a história de uma atriz à procura de uma boa oportunidade profissional. Bianca Ventura, a personagem, trabalha por ?amor à arte? numa pequena companhia teatral e ganha um dinheirinho distribuindo panfletos de baladas e se passando por Marilyn Monroe ou Carmen Miranda em telegramas animados e eventos. Sua sorte tende a mudar após ela fazer teste e ser escolhida como protagonista de uma coprodução franco-brasileira. Embora o desfecho seja previsível, o filme causa imediata empatia devido à melancólica e realista trajetória de sua protagonista. Em papéis menores, mas importantes, também respondem por bons momentos na tela atores mais conhecidos, como Gisele Fróes e Otávio Muller. Em safra de fitas nacionais ora populares, ora intimistas, os diálogos honestos e as situações convincentes de Riscado são um oásis no cinema de autor que se comunica (e bem) com a plateia.

Fonte: VEJA RIO