ROTEIRO DA SEMANA

VEJA Rio Recomenda

Shows de Noel Gallagher e Tony Allen, a exposição Nazareno e a peça O Auto da Compadecida

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(Foto: Redação Veja rio)

Noel Gallagher. Em 2009, depois de muitas brigas, os irmãos Noel e Liam Gallagher concluíram que a banda inglesa Oasis ? um dos maiores fenômenos do rock dos anos 90 ? era pequena demais para seus respectivos egos. À frente do Beady Eye, Liam manteve-se fiel às influências dos anos 60. Seu irmão foi adiante, reunindo canções envolvidas por delicados arranjos de cordas em Noel Gallagher?s High Flying Birds. O CD, que menos de uma semana após o lançamento alcançou o topo das paradas britânicas e chegou a 100?000 cópias vendidas, motiva a apresentação do cantor e guitarrista no Vivo Rio, na quinta (3), à frente de um quarteto. Do disco produzido por Dave Sardy, responsável também pelo último álbum do Oasis, estão previstas faixas como The Death of You and Me, Dream On, Everybody?s on The Run e AKA...What a Life!. Em respeito aos fãs de longa data, entram no repertório músicas do tempo em que os irmãos tocavam juntos, a exemplo de Little by Little, Don?t Look Back in Anger e Talk Tonight.

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(Foto: Redação Veja rio)

Tony Allen. Fela Kuti (1938-1997) é o criador do afrobeat, a fusão de jazz, funk à moda de James Brown e ritmos tradicionais africanos que arrombou a festa nos anos 70 ? e, reparem, ainda ecoa em pencas de bandas modernas do século XXI. De 1968 a 1979, coube a outro músico nigeriano viabilizar a ideia com as baquetas, como integrante do conjunto Africa 70, que acompanhava o astro. Aos 71 anos, em carreira-solo desde a década de 80, Tony Allen, discípulo aplicado dos americanos Art Blakey e Max Roach, deixou de lado as letras engajadas, mas levou adiante a revolucionária receita musical de seu ex-chefe. Um dos melhores bateristas da atualidade, ele se apresenta no domingo (6) no Circo Voador. À frente de seu próprio conjunto, executa faixas de discos como Lagos No Shaking (2006), Secret Agent (2009) e o projeto coletivo The Good, The Bad & The Queen, gravado em 2007 ao lado dos ingleses Dalmon Albarn, líder do Blur e do Gorillaz, e Paul Simonon, o lendário baixista do The Clash. A abertura da noite fica aos cuidados da carioca Abayomi Afrobeat Orquestra.

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(Foto: Redação Veja rio)

O Auto da Compadecida. Alvo de incontáveis montagens amadoras, por causa do encanto que o texto de 1955 ainda proporciona, a mais famosa peça de Ariano Suassuna foi salva da banalidade em 2000 ao ser adaptada para o cinema por Guel Arraes. No Teatro Fashion Mall, tem suas virtudes restituídas novamente em encenação da companhia carioca Limite 151. Pela primeira vez, uma mulher assume o papel do protagonista. Gláucia Rodrigues sai-se bem ao encarnar o astuto João Grilo, assim como o galã de TV Marco Pigossi exibe desenvoltura como o covarde Chicó. Com mais dez atores, Sidnei Cruz dirige a popular história: após uma chacina, Grilo encontra no purgatório sete personagens que ludibriou. No tribunal divino, suas almas serão disputadas por Manuel, uma representação de Jesus, e pelo Encourado, um dos muitos nomes do capeta. Até a intervenção final de Nossa Senhora, a Compadecida, a plateia encontra entretenimento em formato profissional, com caprichados figurinos de Samuel Abrantes e colorida cenografia de José Dias.

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(Foto: Redação Veja rio)

Nazareno. Indicado por três vezes ? em 2006, 2008 e 2011? ao prestigiado prêmio de artes plásticas CNI Sesi Marcantonio Vilaça, o artista paulis­­­tano de 44 anos trilha um caminho bem original na cena contemporânea. Nas histórias que ouvia quando criança, buscou inspiração para criar as obras da individual Abre-se a Floresta, em cartaz na galeria Luciana Caravello Arte Contemporânea. Aquela típica paisagem verde e repleta de mistérios, recorrente nos contos de fadas, é explorada em dez desenhos e cinco esculturas. Nos primeiros, delicadas criações feitas com nanquim exibem troncos, galhos e matas de modo quase abstrato, acompanhadas de frases insinuantes. Parte mais surpreendente da mostra, as esculturas de madeira abrigam cenários de fantasia compostos de móveis, árvores e animais em miniatura. No trabalho que dá nome à exposição, um ambiente de fábula, rico em detalhes, descortina-se do outro lado do olho mágico.

Fonte: VEJA RIO