ROTEIRO DA SEMANA

VEJA Rio recomenda

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TEATRO

João Caldas / Divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

A Ilusão Cômica. O clássico do dramaturgo francês Pierre Corneille (1606-1684) ganhou competente montagem da Cia. Razões Inversas, de São Paulo. Encenada pela primeira vez no Brasil, a comédia em cartaz no CCBB conquistou os prêmios APCA 2011 de melhor ator (Joca Andreazza) e atriz (Lavínia Pannunzio, nos papéis da donzela Lisa e da criada Rosina). Na adaptação do diretor Marcio Aurélio, a marcação de cena é quase coreográfica, pontuada pelo meticuloso gestual do elenco. A narrativa gira em torno de Clindor (Paulo Marcello), que foge de casa para escapar da tirania do pai. Pridamante (Clóvis Gonçalves), após anos de busca, encontra o mago Alcandro (An­dreaz­za), que, através de um feitiço, exibe momentos da vida de seu filho ? vale ressaltar que o truque do autor, usado para inserir uma história dentro da outra, foi pensado dois séculos antes da invenção do cinema. Na segunda trama, o sumido Clindor tornou-se servo do amalucado Capitão Matamouros (também Andreazza), um falastrão aventureiro envolvido em confusões amorosas. O cenário minimalista, um tablado cercado por cadeiras, realça o trabalho dos atores e as virtudes do texto, uma alegoria sobre a incoerência humana. Clique aqui para saber mais.

DANÇA

Divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Virsky - Balé Nacional da Ucrânia. Dedicado a manifestações folclóricas de seu país, o grupo criado há 75 anos por Pavlo Virsky (1905-1975) dribla qualquer ranço passadista com vigor e alegria. Nesta visita ao Brasil, o Rio ainda ganha uma apresentação grátis na Quinta da Boa Vista, na segunda (23), além de sessões no Teatro João Caetano, na terça (24) e na quarta (25). Em duas horas de espetáculo, 65 bailarinos apresentam quinze coreografias. Acompanhados por uma orquestra de quinze músicos, exibem impressionante técnica de base clássica. Enquanto as mulheres esbanjam graça e leveza em delicados números, a exemplo de Belezas da Volínia (nome de uma região na fronteira com a Polônia e a Bielorrússia), os homens se esmeram nas demonstrações de destreza e força física. Ambas estão presentes nos quadros baseados nos costumes dos cossacos nativos das estepes, caso de Povzunets. Com tom que beira a gaiatice, os dançarinos competem rea­lizando proezas cada vez mais difíceis. Saltos bem altos, velozes piruetas e rodopios na horizontal entram na disputa. Saiba mais na coluna Dança.

EXPOSIÇÃO

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(Foto: Redação Veja rio)

Cristina Canale. Em 1984, um ano depois de formar-se em desenho e pintura na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, a artista carioca integrou a histórica coletiva Como Vai Você, Geração 80?, no mesmo espaço. Na multidão de 123 participantes da mostra destacaram-se, além dela, nomes como Beatriz Milhazes, Leonilson (1957-1993) e Nelson Felix. O mérito de Cristina foi levar adiante a proposta original da exposição: apresentar a nova pintura brasileira. Radicada em Berlim desde 1993, e sem expor no Rio há dois anos, ela exibe Pars pro Toto (do latim ?a parte pelo todo?) na Galeria Silvia Cintra + Box 4. A individual traz oito pinturas em técnica mista e três desenhos, feitos desde 2011, que convidam à contemplação sem pressa. Flagrantes do cotidiano são maioria. Em Mimetismo, o retrato de uma menina de vestido xadrez ganha volume e movimento nas pinceladas. Com as pernas de uma mulher calçando sapatos vermelhos em primeiro plano e um homem que parece se aproximar, Desfile sugere uma história a ser imaginada pelo visitante. Saiba mais na coluna Exposição.

CRIANÇAS

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(Foto: Redação Veja rio)

Carnaval dos Animais. Fundado por artistas plásticos em 1970, o grupo mineiro de teatro de bonecos Giramundo tornou-se uma referência no gênero, levando ao palco o resultado de anos de pesquisas sobre desenvolvimento de marionetes e técnicas de manipulação. Ponto alto dessa trajetória, o espetáculo criado em 1996 pertence a um segmento do repertório inspirado pela música clássica. A adaptação da fantasia orquestral do francês Camille Saint-Saëns (1835-1921) será apresentada na Quinta da Boa Vista, de graça, a partir de sábado (28). A obra de Saint-Saëns embala a clássica história do sapo e seu amigo Jacaré ? que, por ter a boca grande, coitado, é barrado na festa da floresta. Para a encenação foi construída a maior coleção de bonecos de fio já usada em uma peça da companhia. Sob a direção de Beatriz Apocalypse, filha do fundador Álvaro Apocalypse (1937-2003), quatro artistas dão vida a quarenta animais. A música é tocada ao vivo: os catorze movimentos da suíte são executados pela Orquestra Jovem do Conservatório Brasileiro de Música.Saiba mais na coluna Crianças.

Fonte: VEJA RIO