ROTEIRO DA SEMANA

VEJA RIO Recomenda

Bibi Ferreira em monólogo musical, espetáculo de dança para crianças no CCBB, Trio Binelli, Ferman e Isaac no Espaço Tom Jobim e mostra de obras inéditas de Roberto Magalhães são as dicas da semana

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TEATRO

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(Foto: Redação Veja rio)

BIBI - HISTÓRIAS E CANÇÕES. Aos 89 anos, a estrela dispensa rapapés. Em cartaz até o fim de maio no Theatro Net Rio, Bibi Ferreira esbanja bom humor, carga dramática e técnica vocal. No espetáculo em que celebra sete décadas de palco, abre os trabalhos provocando risadas. Ela entra em cena quando os 27 músicos da orquestra atacam um arranjo de Malandragem, aproveita a deixa e diz o primeiro verso da letra de Cazuza: "Quem sabe ainda sou uma garotinha". Depois, lembra da infância, quando decorava temas de filmes de Hollywood, como Belezas em Revista, de 1933, do qual entoa By a Waterfall. Em outro momento, mostra como, na juventude, encaixava nas partituras de óperas letras brasileiríssimas. E prova, transplantando a marchinha O Teu Cabelo Não Nega, de Lamartine Babo, para a ária Largo al Factotum, de O Barbeiro de Sevilha, de Rossini. Entre outras surpresas, ainda relembra pontos altos da carreira entoando clássicos de seu repertório, a exemplo de Non, Je Ne Regrette Rien, do tributo a Piaf, e Gota d?Água, de Chico Buarque.

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CRIANÇAS

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(Foto: Redação Veja rio)

TUDO QUE NÃO INVENTO É FALSO. Um dos versos mais conhecidos do poeta mato-grossense Manoel de Barros, 95 anos, batiza o lindo espetáculo em cartaz no CCBB. Dirigida pela carioca Paula Maracajá, a apresentação consegue reproduzir o universo de fantasia presente na obra do escritor, traduzindo em movimentos três livros da série Memórias Inventadas. São três dançarinos em cena ? além de Paula, Danilo D?Alma, Nina Botkay, Patrícia Riess e Renata Versiani revezam-se nas sessões. Limpo e branco, o cenário ressalta os poucos elementos com os quais o elenco interage: um balanço, uma escultura de tecido e livros que, atados a barbantes, dão a impressão de voar. Na trilha sonora há trechos instrumentais e versos musicados. Como se vê, não se trata de uma atração convencional para os pequenos, e vale alertá-los sobre o programa. A comunicação com a plateia, no entanto, é garantida pelo enredo desenvolvido de forma sutil, pontuado por sonoridade delicada.

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CONCERTOS

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(Foto: Redação Veja rio)

TRIO BINELLI, FERMAN E ISAAC. Aos 66 anos, o bandoneonista argentino Daniel Binelli, considerado por muitos o maior expoente do instrumento em atividade, pode se orgulhar de ter tocado com duas legendas do tango. No fim da década de 80, integrou o sexteto do mítico Astor Piazzolla (1921-1992) numa turnê internacional. Antes, entre 1968 e 1982, fez parte da orquestra do portenho Osvaldo Pugliese (1905-1995), outro dos mais importantes nomes do gênero. Afeito a diversificar parcerias, ele formou duplas com a pianista uruguaia Polly Ferman e com o violonista Eduardo Isaac, seu compatriota, até que os três se juntaram para gravar o álbum New Tango Vision, em 2006. Boa parte das músicas do CD é apresentada pelo trio na sexta (20), no Espaço Tom Jobim. Predominante no repertório, Piazzolla comparece com dois de seus maiores clássicos, Adiós, Noniño e Libertango, entre outras composições. Obras de dois hermanos, Mariano Mores e Enrique Francini, além do próprio Binelli, completam o programa.

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EXPOSIÇÕES

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(Foto: Redação Veja rio)

ROBERTO MAGALHÃES. A temporada de 1962 é um marco na trajetória do pintor, gravurista e desenhista carioca. Naquele ano, ele fez sua primeira mostra individual. De lá para cá, consagrou-se explorando técnicas variadas. Em um fim de semana do mês passado, recebeu a visita do artista Waltercio Caldas, amigo de longa data. O objetivo do encontro era uma exploração garimpeira, pelas 3?000 ilustrações que Magalhães guardava em casa, para a montagem de uma exposição comemorativa de seus cinquenta anos de carreira. Ali foram pinçados os 46 trabalhos incluídos na mostra Observador de Tudo, em cartaz na Mul.ti.plo Espaço de Arte, discreta galeria na Rua Dias Ferreira, no Leblon. Todos são inéditos e, detalhe, nenhum deles tem título. No conjunto, representativo da variedade de temas e estilos de seu criador, imagens abstratas se juntam ao desenho literal de um homem mergulhando num lago. No meio-termo há obras enigmáticas, como a representação de três canos que expelem tintas coloridas.

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Fonte: VEJA RIO