ROTEIRO DA SEMANA

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Instalação no Parque Lage, o início da temporada 2012 da OSB, o espetáculo de Roger Waters e a segunda peça do canadense Daniel McIvor a estrear no Rio

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SHOWS

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(Foto: Redação Veja rio)

ROGER WATERS. The Wall, álbum da banda inglesa Pink Floyd lançado em 1979, inspirou uma turnê megalômana. A ideia era tocar na íntegra o disco duplo, uma ópera-rock sobre estrelato, alienação e opressão, com grande aparato cênico. Deu certo. O disco vendeu 30 milhões de cópias e o show, apesar de ganhar poucas apresentações, mudou os padrões dos concertos de rock para multidões. Em 2010, Roger Waters, cantor, baixista, compositor e uma das estrelas do grupo ? a outra era o guitarrista David Gilmour ?, retomou The Wall, o espetáculo, com a pretensão de outrora e a tecnologia dos dias de hoje. Na quinta (29), a escala da nova turnê no estádio do Engenhão traz o repertório histórico em cenário impressionante, que inclui um muro de 424 tijolos, com 127 metros de extensão, e bonecos gigantes de 10 metros de altura. Entre projeções esfuziantes que criticam de Hitler aos aiatolás, passando por Bush e pelos assassinos ingleses do brasileiro Jean Charles de Menezes, o público vai ouvir clássicos como In the Flesh, Another Brick in the Wall (Part 2), Mother e Comfortably Numb.

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TEATRO

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(Foto: Redação Veja rio)

A PRIMEIRA VISTA. A segunda peça do canadense Daniel McIvor encenada no Brasil, mesmo sem o engenho de In on It, montada em 2009, toca a plateia e dá o que pensar em vários momentos. Parte do mérito é mesmo do autor, ao alternar comédia e drama na história da amizade entre duas mulheres um tanto perdidas na vida, mas a adaptação em cartaz no Teatro Poeira eleva o texto. Enrique Diaz, também diretor de In on It, limpou a cena, seguido pela cenografia minimalista do artista plástico Marcos Chaves. Nada, portanto, distrai o espectador do admirável e entrosado desempenho de Drica Moraes e Mariana Lima. Elas não deixam gesto, expressão ou fala fora do lugar e ainda cantam bonitinho. Vá, mas não conte a ninguém o final surpreendente.

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CONCERTO

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(Foto: Redação Veja rio)

ORQUESTRA SINFÔNICA BRASILEIRA. Passado o ano mais turbulento de sua história, o conjunto abre a temporada 2012, no sábado (31), com uma apresentação gratuita no Teatro Odylo Costa, filho, no câmpus da Uerj. Sob a regência de Roberto Minczuk, a OSB recebe o pianista palestino Saleem Abboud Ashkar. Descoberto aos 17 anos pelo maestro Zubin Mehta, ele começou pelo alto, como solista no Concerto Nº 1 para Piano e Orquestra, de Tchaikovsky, ao lado da Filarmônica de Israel. O instrumentista nascido em 1976 já tocou com outros grandes regentes, a exemplo do italiano Riccardo Muti e do argentino Daniel Barenboim, este o seu atual diretor na West-Eastern Divan Orchestra, que reúne músicos judeus e palestinos. Com a OSB, Ashkar interpreta o Concerto Nº 1 para Piano em Ré Menor, de Brahms. Completam o programa Don Juan, Op. 20 e Till Eulenspiegels Lustige Streiche, Op. 28, ambas de Richard Strauss, e Frevo, de Claudio Santoro.

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EXPOSIÇÃO

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(Foto: Redação Veja rio)

JOÃO MODÉ. Instalação é um ramo das artes plásticas particularmente difícil de explicar. Para o Silêncio das Plantas, obra do gênero em cartaz até domingo (1º) no Parque Lage, dispensa teorias e maiores confabulações: é um programa agradável, guiado pela criatividade de Modé, que participou da coletiva Como Vai Você, Geração 80?, em 1984, e da Bienal de São Paulo em 2008. Conhecido por arriscar novas linguagens, o artista fluminense incentiva quem chega a seguir uma corda desde a entrada do parque. Atrás dela, o visitante atravessa as Cavalariças e vai parar na mata, sobre passarelas de madeira e entre alto-falantes de onde saem sons de composições clássicas e populares, rituais indígenas, animais e trechos literários. Dentro da casa, um desenho vem sendo feito ao longo da temporada ? às vezes, dá para ver o autor por lá em ação. A propósito: o passeio, ou melhor, o trabalho busca evocar, de forma poética, a suposta capacidade de audição das plantas.

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Fonte: VEJA RIO